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Empresa Portos do Paraná realiza o 1.º Simpósio de Segurança Portuária em Paranaguá

06 de setembro de 2019

Simpósio foi o primeiro a discutir a segurança portuária em Paranaguá

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Evento inédito no município aproximou e realizou intercâmbio entre órgãos de segurança federais, estaduais e municipais

Durante manhã e tarde de sexta-feira, 6, aconteceu no auditório do Hotel Camboa, em Paranaguá, o 1.º Simpósio de Segurança Portuária realizado pela Empresa Portos do Paraná. O evento serviu para estreitar laços e realizar intercâmbio de informações entre órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. Entre os presentes, esteve a Polícia Federal (PF), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Guarda Portuária de Paranaguá (GUAPOR), Guarda Civil Municipal (GCM), representantes de empresas portuárias locais, vereadores, entre outras autoridades e lideranças do município e do setor portuário.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, disse que é preciso avançar em eficiência e qualidade tanto quanto em segurança

"É o primeiro simpósio de segurança, sabemos que lutamos todo dia por uma maior eficiência e qualidade, mas sem acompanhamento da segurança dos portos, um tema tão importante hoje, nada adianta, pois nossos certificados são internacionais e precisamos manter o alto nível da prestação de serviços, mas também da segurança", afirma Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Portos do Paraná.

"Diariamente a Receita Federal, a PF e a Guarda Portuária apreendem drogas em contêineres, entrando e saindo pelos Portos do Paraná, queremos aqui alinhar com todas as forças de segurança para evitar ou coibir esse tipo de crime que denigre a imagem dos nossos portos", completa.

"É o primeiro simpósio de segurança, sabemos que lutamos todo dia por uma maior eficiência e qualidade, mas sem acompanhamento da segurança dos portos, um tema tão importante hoje, nada adianta", afirmou o major César Kamakawa

O chefe da Unidade Administrativa de Segurança Portuária da Portos do Paraná, major César Kamakawa, destacou que a ideia do evento foi estimular a integração e interação entre as forças de segurança que atuam no Porto e em Paranaguá, unindo "os operadores de segurança pública, os supervisores de segurança das empresas que compõem a comunidade portuária e a GUAPOR", completa. "Discutimos a respeito de atualizações do assunto, tendo em vista as recentes apreensões de drogas em grande volume no Porto de Paranaguá, o que também está irradiando em outros portos do Brasil. É necessário levantar esta discussão, colocar em pauta esta temática, para que tenhamos troca de informações com outras unidades dos portos da Federação", explica.

"Pelo que se tem notícia é o primeiro evento de segurança portuária a ser desenvolvido, mas conclamamos a todos os operadores e órgãos de segurança para que tragam sua parcela de participação e todas as entidades saiam mais fortalecidas com este evento", destaca o major Kamakawa. Segundo ele, o simpósio melhora o nível técnico dos operadores de segurança, entre eles a Guarda Portuária, com atualização das legislações vigentes. "Isso resulta em um melhor trabalho de comunicação entre GUAPOR, Receita Federal e PF", finaliza.

Comandante-geral da PM, coronel Péricles de Matos, destacou complexidade da segurança portuária com foco regional, estadual e mundial nos Portos do Paraná

O comandante-geral da PMPR, coronel Péricles de Matos, destacou que a sociedade como um todo clama por segurança, algo presente também no setor portuário. "O sistema de Portos de Paranaguá e Antonina está conectado não só com a realidade de segurança pública no Paraná e litoral, mas também ao mundo, posto que daqui saem e chegam navios dos mais diferentes países, conectando o nosso Estado a ciclos e regiões econômicas, por isso a Polícia Militar teve interesse em participar deste simpósio e demonstrar nossa perspectiva para com relação à segurança no Porto. Temos participação na comunicação da área de inteligência junto à Secretaria de Estado de Segurança, até o policiamento ostensivo no entorno da área portuária, provendo a segurança para que as cargas possam chegar na forma e no tempo correto, sendo processadas e enviadas aos mais diferentes rincões do mundo", explica, destacando que cada órgão é uma engrenagem importante em prol da segurança portuária.

Lucio Godoy, representante da ABIN, destacou a importância do evento e da segurança costeira em todo o Brasil

Lucio Godoy, representante da ABIN, destacou a importância do evento e da segurança costeira em todo o Brasil, com Paranaguá fazendo parte deste complexo. "A intenção é diminuir riscos para exportadores e importadores do Brasil. Tivemos um salto expressivo e constante aumento nas apreensões relativas aos portos do Brasil e o principal motivo foi a atuação das forças estatais de forma a usar mais tecnologia, com mais investimento nos portos", explica.

Ivan Plantes de Machado, guarda portuário e supervisor de segurança do Porto de Paranaguá, atua há mais de 30 anos na segurança portuária local e frisa avanço com realização do simpósio

Ivan Plantes de Machado, guarda portuário e supervisor de segurança do Porto de Paranaguá, com mais de 30 anos atuando na segurança portuária local, destaca que o simpósio foi mais um passo importante de integração entre órgãos fiscalizadores e em prol da segurança portuária. "O objetivo é a segurança pública e portuária", explica. "Trabalhamos com equipamentos de monitoramento, câmeras, controle de acesso, inteligência, atendendo o ISPS Code, que é o código internacional de segurança dos portos", completa Machado.

INTEGRAÇÃO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA

O chefe do Nepom da Polícia Federal, Alessandro de Barros Vivone, frisou a importância da integração das forças de segurança

O chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) da Polícia Federal e coordenador da Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), Alessandro de Barros Vivone, ressaltou a parceria com a Receita Federal. “Um evento como este é importantíssimo, o que a gente vê é que há uma integração das forças de segurança, principalmente voltado à segurança portuária. É fundamental que haja essa integração na nossa região, em específico no nosso caso, no que diz respeito ao tráfico de drogas. A ação conjunta, principalmente, entre PF e Receita Federal tem obtido diversos êxitos nessas apreensões. O que claramente está sendo visto neste ano é que já aumentou tremendamente em comparação com o ano passado”, afirmou Vivone.

Auditor fiscal da Receita Federal, Carlos Samways, destacou que o simpósio trouxe contribuição a todos os órgãos

O auditor fiscal da Receita Federal, Carlos Samways, destacou que o simpósio contribui para conhecer a atuação do porto na área de segurança e o papel de cada órgão. “Esse encontro de órgãos que atuam no porto é muito importante justamente para que a gente possa coordenar e trabalhar a união de esforços para tornar o nosso porto mais seguro”, disse Samways.

Secretário municipal de Segurança, João Carlos Silva, representou a Prefeitura de Paranaguá no evento

O secretário municipal de Segurança de Paranaguá, João Carlos Silva, esteve no simpósio representando a Prefeitura de Paranaguá. Segundo ele, a segurança portuária impacta em todo o contexto da cidade. “Como temos acompanhado na mídia, há grandes apreensões contra o tráfico de drogas ao redor do porto. Isso é preocupante, até porque o tráfico descobriu essa rota e viu facilidade, mas nesse momento está mudando a situação. Quem ganha com esse simpósio são todos os agentes de segurança, as polícias, com uma nova estratégia de segurança pública, não só no contexto da área portuária, mas no de Paranaguá”, frisou João Carlos.

Empresário do ramo de segurança, Edilson Nunes, disse que o ineditismo do evento ampliou o conhecimento da legislação atual

O empresário do ramo de consultoria e assessoria em segurança patrimonial, inteligência e logística, Edilson Nunes, parabenizou a iniciativa dos Portos do Paraná. “É um fato inédito que trouxe aos empresários conhecimento da legislação atual, as medidas de proteção das transportadoras de operadoras portuárias possam ter, baseados na legislação internacional, e buscando a integração entre os órgãos públicos, forças policiais e operadores portuários”, declarou Nunes.


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