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Polícia

Polícia Civil investiga possível aborto criminal no caso do recém nascido encontrado no lixo

Delegado pede que população envie denúncias sobre autoria do crime à Polícia Civil pelos telefones 197 e 181. Informações já foram recebidas e estão sendo apuradas

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Delegado da 1.ª SDP, Nilson Diniz, afirma que mais de uma pessoa pode ter sido responsável pelo crime e detalha investigação

No final da tarde de quarta-feira, 20, o delegado-adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão da Polícia Civil de Paranaguá (1.ª SDP), Nilson Diniz, comentou como está sendo realizada a investigação do caso do recém-nascido de aproximadamente sete meses que foi encontrado morto no meio do lixo no Porto dos Padres, na calçada entre as Ruas Samuel Pires de Mello com Barão do Amazonas durante a manhã.

O corpo do menino foi descoberto por funcionários do município que atuavam na limpeza do local com um trator, sendo que a criança ficou presa pelo cordão umbilical na pá da máquina, o que chocou quem estava nas proximidades. O cadáver foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) após trabalho da Equipe de Criminalística e a Polícia Civil agora intensifica a investigação para apurar quem foi responsável pelo crime.

"Assim que tomamos conhecimento que havia sido encontrado o corpo desse feto no Porto dos Padres foi designada uma equipe da Divisão de Homicídios ao local. Lá também acompanhando os investigadores estavam o Instituto de Criminalística e o IML. Foi realizada a perícia, sendo arrecadados alguns materiais que podem ser úteis para resolver ao caso. Depois disso o corpo foi recolhido ao IML onde está sendo realizada a necropsia", afirma o delegado Nilson Diniz.

Segundo ele, devido ao avançado estado de decomposição do corpo, não é possível dizer com certeza que idade o recém-nascido possuía e se a causa da morte foi um abordo provocado ou espontâneo. "São questões que serão resolvidas no curso das investigações. O interessante é que alguém tem conhecimento deste fato, alguém viu alguma gestante que no outro dia não era mais e que não apresentava um filho. Alguma pessoa tem conhecimento disso e pedimos que denunciem mesmo que de forma anônima quem praticou este delito", completa Diniz, destacando os telefones 197 da Polícia Civil à disposição.

Corpo foi encontrado em meio ao lixo por trator da Prefeitura

"Já recebemos informações por telefone a cerca deste crime. Estão sendo verificadas as procedências destas informações por nossas equipes. Temos também o telefone 181 que é o serviço de Narcodenúncia que mantém os dados do denunciante no anonimato. Esta denúncia é processada por analista e encaminhada à 1.ª SDP. Somente com estas informações, com participação efetiva da comunidade local é que a Polícia Civil vai resolver este caso da forma rápida que o caso requer", ressalta Nilson Diniz.

De acordo com o delegado, o crime é bárbaro e causou grande repercussão local. "Em razão destes fatos tentaremos resolver da forma mais célere possível", destaca.

ITENS ENCONTRADOS JUNTO AO CORPO PODEM COMPROVAR QUE ABORTO NÃO FOI ESPONTÂNEO

O delegado da Polícia Civil afirma que os itens encontrados durante a perícia, como sacolas plásticas e papel alumínio, bem como uma pinça de acrílico, podem confirmar que o aborto foi provocado, ou seja, não foi espontâneo. "Pode confirmar que realmente tenha sido um aborto criminal. Estes objetos foram registrados pelo Instituto de Criminalística e vão constar no laudo pericial, sendo analisados pela equipe de investigação, para ver se possamos chegar a quem causou esta conduta que causou a morte do feto", explica.

Diniz reforça que o aborto provocado caracteriza crime e que o delito pode ter sido cometido por mais de uma pessoa. "Pode haver mais de uma pessoa envolvida neste caso, não necessariamente foi feito só pela mãe, pode ter sido um aborto de terceiro. Nos encontramos no início das investigações para apontar qualquer culpado, o que é de relevância é que existe um fato e existe indícios de que houve um aborto provocado que é um ilícito penal", finaliza o delegado da 1.ª SDP.
 

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