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Pensar Verde

Nós passaremos e nossos filhos?

Eu nasci em 1981 e o mundo ainda começa a entender o sentido da globalização

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Eu nasci em 1981 e o mundo ainda começa a entender o sentido da globalização. Neste ano morreu Bob Marley, Nelson Piquet conquistou o seu primeiro título mundial de Fórmula 1, o Grêmio era Campeão Brasileiro de futebol, o Flamengo conquistava seu título mundial de futebol, a Grécia aderia à União Européia, os Post-it, adesivo de recados foram inventados, o SBT e a MTV iniciavam as suas atividades e o Papa João Paulo II sofreu um atentado. Quanta informação que, mesmo com a televisão e o rádio, demorou para chegar à todos os habitantes do planeta. Se ocorressem nos dias atuais em poucos segundos o “mundo” já teria as informações.

Nestes 38 anos passamos por intensas mudanças na maneira de nos comunicarmos e relacionarmos entre nós e com o planeta. O poeta Mario Quintana certa vez escreveu na obra Poeminho do Contra:

Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão…

Eu passarinho!

Ao ler estes versos imagino o planeta “pensando” assim sobre nós. Estamos aqui apenas de passagem, mas ele terá uma vida muito mais longa que a nossa. Cientistas afirmam que a sua idade seja de 4,5 bilhões de anos. Qual é o nosso tamanho e importância nesta trajetória? O que não podemos deixar de refletir é que deixaremos gerações de descendentes para ocupar esta nossa casa planetária.

Que planeta estamos deixando?   Como estamos tratando a nossa água e ar? E as florestas e animais? Não precisamos deles para nada? Não podemos nos apequenar e pensar que a única herança que podemos deixar aos nossos filhos é aquela de fonte financeira. Não adiantará deixarmos imóveis, veículos e outras propriedades que o dinheiro compra se tivermos um planeta poluído pagando um imenso custo para vivermos nele. Precisamos mudar a nossa relação com o meio ambiente ou pagaremos com as heranças materiais o custo da saúde no futuro.

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