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Obituário

Homenagens marcam a cerimônia de passagem do arquiteto Luiz Marcelo

Familiares vieram de várias cidades para prestar as homenagens

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Na tarde de sábado, 11, aconteceu a cerimônia de passagem do arquiteto Luiz Marcelo Bertoli de Mattos, que faleceu no dia 27 de abril na Espanha, quando retornava de uma viagem.

O corpo do arquiteto foi cremado em Madri e as cinzas foram lançadas ao mar em Piaçaguera, na manhã de domingo, 12.

“Agradeço à vida ter tido o privilégio de conviver e aprender com ele a ser um pouco melhor e mais feliz. Estivemos juntos nos últimos 20 dias em uma viagem que foi marcada por um verdadeiro rito de passagem, como ele mesmo disse quando saiu de Paranaguá. Em cada local que visitamos tivemos muitas descobertas”, ressaltou Mariza Bertoli, mãe de Luiz de Marcelo.

O irmão, Lucio de Mattos, agradeceu às pessoas que estiveram presentes e falou sobre a trajetória do arquiteto.

"Esse momento é uma celebração da vida, da participação da amizade, do carinho que ele tinha por todos aqui. Ele viveu em Paranaguá criando muitos afetos”, destacou Lucio, irmão de Luiz Marcelo.

O amigo Beto Perna leu o poema “Esfinge – Ex-finge – És finge” em alusão à visita que Luiz Marcelo fez ao monumento egípcio nos últimos dias antes de sua partida.

Amanda Tortato leu a biografia ressaltando os momentos principais de sua vida profissional, e a colega de profissão arquiteta Vânia Foes (foto) falou sobre o trabalho que juntos realizaram em prol do patrimônio histórico de Paranaguá.   Mariza Bertoli ressaltou que as cinzas foram lançadas no mar de Piaçaguera porque lá era um dos seus recantos preferidos para o descanso no litoral e por curiosidade significa em tupi “caminho de passagem”.

Marisa Bertoli destacou que cerimonia é um agradecimento à vida

Vários amigos e familiares estiveram na cerimômia

TRAJETÓRIA

O Patrimônio Histórico de Paranaguá se divide em dois momentos, antes e depois da chegada de Luiz Marcelo à cidade. Isso porque até 1993, quando veio morar em Paranaguá, a cidade não possuía legislação específica sobre o casario do Centro Histórico.

O arquiteto veio morar em Paranaguá para trabalhar na prefeitura, atendendo a um convite feito pelo prefeito Carlos Tortato. A partir daquele momento iniciaram as atividades que culminaram no tombamento do Centro Histórico.

Hoje são 400 prédios que integram a poligonal protegida pela lei. Luiz Marcelo ficou conhecido como arquiteto guardião do patrimônio histórico, recebeu o título de cidadão honorário de Paranaguá, cidade que ele amou e escolheu para viver.  

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