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Educação

Convênio garante funcionamento do CEDAP até 2017

Festa em comemoração ao Dia do Surdo acontece hoje

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A comunidade surda comemora, neste mês, o Setembro Azul, campanha de divulgação e conscientização do estudo bilíngue que inclui ações em todo o Brasil. A Escola Nydia Moreira Garcez, conhecida em Paranaguá como Cedap, irá realizar na sexta-feira, 23, em comemoração ao Dia do Surdo, uma festa com alunos, professores, familiares e comunidade em geral.

O evento contará com apresentações de dança, teatro e poesia preparadas pelos alunos em língua de sinais. A entrada é gratuita e haverá barracas vendendo comidas e bebidas. Visando ao Setembro Azul, todos os convidados devem ir à festa trajando roupas na cor azul. Durante a festa também haverá o lançamento do terceiro volume da série de livros Aventuras da Bíblia em Libras, do Instituto de Expressão Surda (IES).

“A festa é voltada para a família, para os surdos e para toda a comunidade, o convite é aberto a todos. É uma oportunidade de quem não faz parte dessa comunidade surda vir a conhecer. Teremos a participação de crianças, adolescentes, adultos que já se formaram e têm suas famílias constituídas, é um momento que eles voltam para a escola, conversam e têm um momento deles”, destacou a diretora da Escola Nydia Moreira Garcez, Fátima Gonçalves. A escola está localizada na Vila Horizonte, Rua Maneco Viana, 1760.

 

CONVÊNIO FIRMADO

A escola especial para surdos é a única do litoral e atende crianças e adolescentes de Paranaguá e região. Apesar disso, após um novo marco regulatório no funcionamento das Organizações não Governamentais no Brasil, a escola ficou em dúvida se conseguiria manter a estrutura após o término do convênio com a Secretaria Estadual de Educação, que ocorreu em julho deste ano. Desta forma, corria o risco de fechar as portas.

Mas, a diretora Fátima contou que o convênio foi firmado para até o fim do ano e também para 2017. “Já está assegurado para o próximo ano. O marco regulatório gerou um conflito no Brasil inteiro e foi criada uma lei complementar, que diz sobre a política de governo do Estado sobre a manutenção das escolas especiais”, afirmou.

Para ela, a inclusão não deveria ser uma obrigação e sim uma escolha. Além disso, Paranaguá e região têm que comemorar o avanço que proporcionou no ensino para a comunidade surda. “É comprovado por pesquisas que o surdo aprende melhor na sua língua materna. Vamos ver como vai ficar a política nacional, mas acredito que por mais dois anos vamos continuar com o convênio. Temos muito a comemorar, temos em nosso município uma escola para surdos, coisa que em grandes cidades, às vezes, nem existe essa oportunidade”, concluiu Fátima.

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