Política

Guto Silva pode aglutinar novamente o grupo político de Ratinho Junior

O ex-Secretário das Cidades Guto Silva pode unificar as forças de todo o Paraná se for incluído na chapa majoritária

Foto: SECOM/PR

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A diáspora provocada no PSD e em toda base política do governador Ratinho Junior após o anúncio de Sandro Alex como seu escolhido para a sucessão parece ter um remédio exatamente naquele que foi combatido pelo núcleo duro do Palácio Iguaçu. O ex-Secretário das Cidades Guto Silva pode unificar as forças de todo o Paraná se for incluído na chapa majoritária.

Seu nome começa a ganhar forma como alternativa para o Senado e traz um alento para prefeitos e lideranças que ainda torcem o nariz para a escolha de Ratinho Junior. Guto tem notoriedade em vários segmentos. Construiu, ao longo dos últimos anos, um ativo político raro: trânsito amplo. Seu reconhecimento não se limita ao meio político partidário. Não são apenas os prefeitos e os políticos que o admiram e o respeitam. Empresários, gestores públicos e representantes da sociedade civil identificam nele uma combinação pouco comum de capacidade técnica, trato político e confiabilidade pessoal. Em linguagem simples, é alguém que inspira segurança. Difícil encontrar adversários pessoais dispostos a fechar portas ao diálogo, mesmo entre setores ideologicamente distantes

Basta lembrar que quando chefe da Casa Civil, no primeiro ano do primeiro mandato de Ratinho Junior, foi Guto quem atendeu às lideranças sindicais e conseguiu pôr fim, com diálogo,  à única greve enfrentada pelo atual governador. A solução não veio da imposição, mas da escuta. Esse episódio consolidou a imagem de mediador político, atributo escasso em tempos de radicalização permanente.

A política raramente se move em linha reta e, sim, avança por ciclos de tensão, acomodação e reencontro. O que hoje parece ruptura, amanhã pode revelar-se rearranjo. A inclusão de Guto em uma chapa majoritária como alternativa ao Senado, surge como possibilidade concreta de reunificar segmentos que se dispersaram após a definição sucessória. Prefeitos, lideranças regionais e quadros partidários que demonstraram desconforto com o novo desenho eleitoral voltam a enxergar um ponto de equilíbrio.

Em Guerra e Paz, Liev Tolstói teoriza que os acontecimentos são determinados por uma infinidade de vontades humanas que se cruzam. A política segue a mesma lógica: não é decidida apenas por escolhas individuais, mas pela capacidade de harmonizar expectativas coletivas. Quando essas vontades se dispersam, surgem crises; quando encontram convergência, nasce a liderança.

Nesse sentido, a presença de Guto Silva na chapa majoritária não seria apenas uma acomodação eleitoral, mas um gesto estratégico de recomposição. Poderia oferecer novo ritmo ao projeto político de Ratinho Junior, reduzir resistências internas e transformar a atual dispersão em energia organizada para o próximo ciclo político no Paraná.

Da assessoria


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