Polícia

PCPR prende 33 suspeitos de integrar célula de organização criminosa que tentava se instalar no Paraná

A ofensiva aconteceu em 16 cidades de cinco estados e visou desarticular a ação dos criminosos

A mobilização policial tinha como alvo os membros de uma organização criminosa que tenta se instalar no estado - Foto: Fabiano Teixeira - PCPR

A mobilização policial tinha como alvo os membros de uma organização criminosa que tenta se instalar no estado - Foto: Fabiano Teixeira - PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 33 pessoas em uma ação deflagrada nesta terça-feira (26) contra membros de uma organização criminosa que vinha realizando tentativas de se instalar no Paraná. A ofensiva aconteceu em 16 cidades de cinco estados e visou desarticular a ação dos criminosos. 

DRACO

Esta foi a primeira operação do novo Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), instituído pela nova Lei Orgânica da PCPR.

Ao todo, os policiais cumpriram 32 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Nos endereços, foram localizadas drogas, armas e diversas munições, motivando uma prisão em flagrante.

ESTADOS

Cães de faro e helicópteros da PCPR aumentaram a eficácia das diligências que aconteceram nas cidades de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte (PR); Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú (SC); Rio de Janeiro (RJ); Vila Velha (ES) e Belém (PA). 

Durante o cumprimento dos 32 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão, os policiais localizaram drogas, armas e diversas munições - Foto: Fabiano Teixeira - PCPR
Durante o cumprimento dos 32 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão, os policiais localizaram drogas, armas e diversas munições – Foto: Fabiano Teixeira – PCPR

A investigação teve início em julho de 2025 após uma tentativa de roubo a banco em Bocaiuva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, as forças de segurança estaduais prenderam 10 pessoas envolvidas com o crime. Com elas, foram localizadas drogas, armas de grosso calibre e pistolas, dinheiro, munições e equipamentos utilizados para a ação contra a agência bancária.

No mês de outubro, a PCPR identificou e prendeu o mentor do crime. Ele estava foragido do sistema penitenciário e foi localizado em Luiz Alves (SC). À época da tentativa de roubo, ele estava preso, mas foi responsável pelo planejamento da ação criminosa, além de ter fornecido armamentos e explosivos.

Com os elementos obtidos durante as diligências, a PCPR identificou que os criminosos pertenciam a uma organização criminosa de atuação nacional. “O objetivo do roubo ao banco era a obtenção de valores para financiar a instalação de uma célula desse grupo no estado do Paraná”, afirmou o delegado da PCPR Rodrigo Brown.

A PCPR descobriu ainda que o indivíduo apontado como mentor do crime era um dos principais articuladores da tentativa de fixação da organização criminosa no Paraná. Além dele, foram identificados membros atuantes em estruturas de comando e direção, conselho para decisões, administração financeira e tráfico de drogas.

Foto: Fabiano Teixeira – PCPR

Entre os alvos da operação desta terça estavam dois advogados que atuavam como mensageiros, repassando informações e ordens das lideranças presas aos membros nas ruas. Além dele, um homem, que permanece foragido, foi identificado como autor e mandante de diversos homicídios registrados em Curitiba e Região Metropolitana e integrava o grupo. Ele teria como função de verificar se as ordens das lideranças estavam sendo cumpridas e organizar confrontos com as forças policiais.

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Durante coletiva com a imprensa realizada na sede do COPE – Centro de Operações Policiais Especiais, da Polícia Civil, na capital do estado, o delegado Rodrigo Brown confirmou que “o grupo tinha grande foco em Paranaguá e nos balneários ali de Pontal do Paraná e Matinhos, mais vários integrantes em Curitiba e no interior de Santa Catarina”.

SERVENTE DE LIMPEZA

O delegado também destacou que uma servente de limpeza infiltrada na Delegacia da Polícia Civil de Paranaguá atuava como fonte de informações para o grupo criminoso.

Levantamentos de informações de inteligência policial apontaram que entre as atividades visadas pelo grupo estava o tráfico de entorpecentes, especialmente no Litoral paranaense, e a comercialização de armas e de munições no Paraná e estados vizinhos.

“Esta operação é uma primeira ação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado, que prioriza o combate às organizações criminosas. Com esse novo formato trabalhamos para impedir essa organização criminosa que é caracterizada por extrema violência, como a gente vê em outros estados, de se instalar aqui no Paraná”, destacou o delegado.

Com informações da assessoria de comunicação da PCPR


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