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Meio Ambiente

LEC detalha trabalho em prol do meio ambiente exercido por técnicos e monitores

Equipe do laboratório da UFPR e PMP-BS explica trabalho feito na Ilha do Mel

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Foto: LEC/UFPR

O Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou que iniciou a série “Monitoramento de praias: uma jornada diária pela conversação da fauna marinha”, detalhando a atuação de técnicos e monitores, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), para garantir proteção ao meio ambiente em todo o litoral do Paraná. Segundo o LEC, os profissionais percorrem trajetos diários que somam mais de 80 quilômetros por praias da região, tudo isso em busca de resgate ou registro de animais marinhos debilitados ou mortos. 

O primeiro local escolhido para explicar a atuação dos técnicos foi a Ilha do Mel, trecho de Paranaguá com diversas praias. “A Ilha do Mel abriga uma rica biodiversidade e comunidades caiçaras pesqueiras. A região é protegida por duas unidades de conservação de âmbito estadual – a Estação Ecológica ao norte da ilha e o Parque Estadual Ilha do Mel, situado na parte sul. Estas áreas são de administração do Instituto Água e Terra, autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná”, detalha. 

Segundo o LEC, o monitoramento precisa ser feito diariamente. “Isso ocorre por meio de equipe formada por duas pessoas que percorrem de bicicleta ou a pé 19 quilômetros de praias pelas trilhas da ilha, cumprindo um trajeto de ida e volta ao trapiche de embarque da área conhecida como Brasília”, acrescenta.

“A ação conta com um monitor local (morador da Ilha do Mel) e um ou dois técnicos que embarcam de Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. O trabalho envolve o registro das coordenadas geográficas de início e fim dos trajetos monitorados, além de marcação dos pontos de ocorrência da fauna foco do monitoramento. As informações coletadas são inseridas no Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática (SIMBA) (https://simba.petrobras.com.br/simba/web/)”, explica a assessoria.

1.268 animais debilitados ou mortos desde 2015

Segundo o LEC, desde 2015 as equipes registraram 1.268 animais marinhos debilitados ou mortos na Ilha do Mel (Foto: LEC/UFPR)

De acordo com Filipp Soares, biólogo e  técnico de monitoramento do PMP-BS, o trecho de início para monitoramento é percorrido de acordo com a altura da maré no contexto insulano e intensidade dos ventos. “O maior trecho é o da praia do Farol e Fortaleza com oito quilômetros de monitoramento, 16 quilômetros somando ida e volta”, acrescenta. O menor trecho percorrido é o da Praia de Fora, na Ilha do Mel, com aproximadamente 500 metros.

Segundo o LEC, desde 2015 as equipes registraram 1.268 animais marinhos debilitados ou mortos na Ilha do Mel. “Além dos registros feitos ao longo do monitoramento, ainda recebemos diversos acionamentos da sociedade para atendimento da fauna no local”, complementa o LEC.

“Nosso maior desafio é pedalar na areia em dia de sol com um calor escaldante ou dias de vento e chuva que dobram o esforço da pedalada. Mas é gratificante pelo visual da Ilha, independente das condições climáticas”, ressalta Filipp. 

A rotina de monitoramento tem sido exercida atualmente por Fil Soares, Renata Buffa e o monitor local, Hélio Ribeiro. “Há cada três meses, os técnicos de monitoramento revezam os trechos nos cinco municípios monitorados no litoral, com exceção dos monitores locais que são contratados para o mesmo trecho de monitoramento situados nas Ilha do Mel e Superagui, pois atuam ‘em casa’ e garantem uma boa comunicação entre o projeto e as comunidades locais das ilhas paranaenses”, acrescenta o PMP-BS.

De acordo com a assessoria, o próximo trecho divulgado na série abrangerá o trabalho de profissionais no Parque Nacional do Superagui. As publicações podem ser acompanhadas no Facebook do LEC no link https://www.facebook.com/lecufpr e no Instagram @lecufpr .

Profissionais percorrem trajetos diários que somam mais de 80 quilômetros por praias da região (Arte: LEC/UFPR)

Com informações do LEC/PMP-BS