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Marinha do Brasil

Capitania dos Portos do Paraná realiza cerimônia de revitalização da praça da Marinha

O Capitão de Mar e Guerra, André Luiz Vasconcelos, Capitão dos Portos do Paraná, destacou a importância da revitalização do espaço que traz vultos que contribuíram para a consolidação do Brasil como nação soberana

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Aconteceu no final da tarde de quarta-feira, 26, a cerimônia de reinauguração da praça Marinha do Brasil, localizada no Centro Histórico de Paranaguá. 

A revitalização foi realizada pela Capitania dos Portos do Paraná, com apoio da Soamar Paraná e da Prefeitura de Paranaguá, onde foram efetuadas as instalações de novas placas de identificação, limpeza e pintura dos bustos e da réplica do farol.

A revitalização da praça tem como finalidade ampliar o conhecimento da sociedade sobre relevantes heróis nacionais, em especial aqueles que participaram de importantes batalhas navais, essenciais para a consolidação do Brasil como nação soberana, a exemplo das lutas que culminaram com a independência do Brasil.

O Capitão de Mar e Guerra, André Luiz Morais de Vasconcelos, Capitão dos Portos do Paraná, falou da importância da revitalização do local. “É com muita satisfação que hoje estamos reinaugurando a nossa praça da Marinha, que desde 1974 foi criada como praça Almirante Tamandaré. Com esta revitalização, estamos cultivando os nossos heróis nacionais, temos aqui o busto do Almirante Tamandaré patrono da Marinha do Brasil, do Almirante Barroso, do marinheiro Marcílio Dias, e do Maximiano da Fonseca, que foram figuras históricas não só para a Marinha do Brasil, mas também para toda a nossa nação através de seus atos e exemplos, que forjaram muitos heróis marinheiros e outros estadistas e brasileiros que tiveram influencia diretamente na Independência do Brasil e na formação do Estado Brasileiro. E neste ano fazemos 200 anos da Independência, e é uma maneira de estarmos cultuando estes grandes heróis nacionais”, disse Capitão Vasconcelos que aproveitou para fazer alguns agradecimentos. “Gostaria de agradecer a participação dos Soamarinos que junto com a Capitania dos Portos e a Prefeitura de Paranaguá fizemos este trabalho de revitalização, que em reuniões desde dezembro do ano passado, conseguimos materializar esta ideia”, completa.

Na cerimônia, falando pela Soamar Paraná, o conselheiro e ex-presidente, Geert Prange, falou do sentimento de ver a praça da Marinha reconduzida ao seu estado original. “A praça da Marinha possui um nome muito justo para uma cidade que funciona e vive exclusivamente do comércio marítimo, sem o que esta cidade não teria a pujança que tem. Em função disso, sentimos muito alegres e satisfeitos de ver hoje a praça da Marinha reconduzida ao seu estado original”, destacou o conselheiro.

O presidente da Soamar Paraná, Marcelo Branco Motta, destacou o apreço e cuidado que a cidade sempre teve com a Marinha do Brasil. “Acredito que para a cultura de nosso município que tem no porto a importância de sua economia e toda a sua origem, isso acaba nos ajudando a valorizar tanto os vultos navais, que são referência de história   e de cultura para nós, e o cuidado que a cidade sempre teve com a Marinha do Brasil. Então é uma referência não só para nós parnanguaras, para a Soamar do Paraná, mais para todas as Soamares, pois eu não conheço uma praça com essa distinção, com esse tamanho, com esse cuidado e com tamanha deferência a Marinha do Brasil”, externou Motta.  

Em encerramento a cerimônia, foi realizado o cerimonial à bandeira, com o arriamento da bandeira nacional.

Homenagem a personagens ilustres da Marinha do Brasil

A praça Marinha do Brasil, assim denominada em 6 de outubro de 1997, pela Lei municipal n.º 299/1997, presta homenagem a personagens ilustres da Marinha do Brasil. Na praça existem três bustos de figuras ilustres da Marinha do Brasil, a seguir: 

– Joaquim Marques de Lisboa – Almirante Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil. Aos 15 anos, ingressou como voluntário da armada, para lutar na guerra da Independência. Como oficial, atuou na guerra cisplatina e na pacificação de conflitos internos. Como comandante em chefe das forças navais na guerra da tríplice aliança, de 1864 até 1866, conduziu a esquadra a vitórias decisivas.

– Francisco Manoel Barroso da Silva – Almirante Barroso, militar audaz que por sua coragem e capacidade de improviso, comandou a força naval brasileira que venceu a batalha naval do Riachuelo.

– Imperial marinheiro Marcílio Dias – militar de feitos heroicos, sagrou-se herói na batalha naval do Riachuelo quando, durante a abordagem de três navios paraguaios à corveta Parnaíba, travou combate contra quatro paraguaios, armado de sabre, abatendo dois deles, mas tendo sofrido graves ferimentos em defesa da pátria, que causaram-lhe a morte no dia seguinte.

Além dos bustos, há também a imagem do almirante de esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, ministro da Marinha entre 1979 e 1984, que foi o responsável por mudanças e restruturações na Marinha do Brasil, destacando-se duas que mostram seus impactos benéficos nos dias de hoje: a abertura das fileiras para as mulheres de forma pioneira nas forças armadas brasileiras e o desenvolvimento do programa nuclear da Marinha, que deu ao país independência no processo de enriquecimento de combustível nuclear.