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Litoral

Comandante do 8.º GB concede orientações para prevenção a afogamentos

Banhistas devem procurar locais com postos de guarda-vidas no litoral (Foto: AEN)

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Desde o fim de fevereiro, 61 ocorrências de afogamento foram atendidas 

A proximidade do verão e aumento de temperaturas proporcionam um acréscimo considerável no número de turistas e banhistas no litoral paranaense, principalmente nos municípios que concentram as praias da região. Este crescimento faz com que, infelizmente, haja a maior ocorrência de afogamentos no litoral, exigindo que banhistas tenham mais atenção na hora de adentrar ao mar, bem como prefiram ir a áreas assistidas por guarda-vidas. O comandante do 8.º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Litoral do Paraná, major Jonas Emmanuel Benghi Pinto, concedeu orientações importantes e destacou que, desde fevereiro deste ano, houve 61 ocorrências de afogamento na região.

“Do período pós-Operação Verão 19/20 até hoje, tivemos, em todo o litoral do Paraná, 61 (sessenta e um) incidentes em meio líquido com graus de gravidade variáveis”, salienta o comandante. Segundo o major, por questão de segurança, banhistas devem, preferencialmente, procurar locais com Posto de Guarda-vidas (PGV) ativo, que podem ser localizados pela sinalização das bandeiras “amarelo sobre vermelho” ou no aplicativo “Bombeiros Paraná”. “Em não havendo PGV ativo na região, procurar seguir as orientações das sinalizações por placas, se existentes ou mesmo as dicas da comunidade local com relação aos perigos evidentes. Mas, sobretudo, conheça e respeite seus limites”, complementa.

Postos ativos

Com relação a postos de guarda-vidas neste período fora da Operação Verão, o comandante destaca que nos feriados prolongados, o 8.º GB está procurando manter, no mínimo, dois Postos de Guarda-Vidas por município, ou seja, dois, respectivamente, em Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná e Paranaguá (Ilha do Mel). “A partir do feriado de 12 de outubro, nos fins de semana comuns, estamos ativando, pelo menos, um posto em Guaratuba, um em Matinhos e um em Pontal do Paraná”, completa o major Emmanuel.

“A partir do dia 28 de novembro próximo, com a maior disponibilidade de efetivo e até o início da Operação Verão 20/21, planejamos ativar três postos por município praiano (Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná) e mais dois na Ilha do Mel. Para um banho de mar mais seguro, o ideal é que os banhistas procurem os postos ativos”, informa o comandante.

Comportamentos que devem ser evitados

Banhistas devem procurar locais com postos de guarda-vidas no litoral (Foto: AEN)
“A partir do dia 28 de novembro próximo, com a maior disponibilidade de efetivo e até o início da Operação Verão 20/21, planejamos ativar três postos por município praiano”, destaca o major Emmanuel (Foto: Arquivo)

Segundo o oficial, são vários os comportamentos que podem aumentar o risco de afogamento pelo banhista. “Entre eles, podemos destacar: o uso de álcool e/ou drogas que diminuem a percepção de risco, o uso indevido de boias e mateiras flutuantes e, talvez aquele mais importante, o excesso de confiança sem a habilidade natatória mínima”, diz.

Em caso de avistar um afogamento, a paciência e a conduta correta são essenciais. “Manter a calma e, se possível seguro, lançar para a vítima algum dispositivo flutuante. Somente tentar o salvamento se tiver capacitação para tal, como no exemplo de ser surfista-resgatista. Ligar imediatamente para o telefone 193 informando em qual balneário e cidade se encontra”, ressalta.

Operação Verão

A Operação Verão possui um papel essencial no combate e prevenção a afogamentos e é realizada anualmente, como diz o nome, nos meses de verão, onde se aumenta o número de turistas e banhistas. “Ela é uma grande ação coordenada do Governo do Estado e municípios no nosso litoral, onde a disponibilidade de recursos (materiais e humanos) é muito maior. Com isso, nossa cobertura preventiva por Postos de Guarda-Vidas aumenta consideravelmente, em especial, durante as festas de final do ano e Carnaval. Mesmo assim, os afogamentos, de maior ou menor gravidade, com ou sem óbito da vítima, acabam ocorrendo”, observa o major.

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