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Editorial

Turismo ferroviário e o potencial do litoral do Paraná

A criação da rota da Maria-Fumaça entre Antonina e Morretes gera expectativa de uma possível inclusão de Paranaguá no turismo ferroviário litorâneo

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Turismo ferroviário e o potencial do litoral do Paraná

Na sexta-feira, 20, o “Trem Caiçara” começou a circular no litoral paranaense entre as ferrovias de Antonina e Morretes. Trata-se de uma Maria-Fumaça Mogul 11, fabricada em 1884, sendo a mais antiga locomotiva a vapor em operação regular no Brasil. O fato demonstra o potencial e o charme do litoral paranaense no que tange ao turismo ferroviário, visto o ambiente único da região que conta com atrativos naturais, culturais e arquitetônicos únicos.

Esta é uma boa notícia para o turismo litorâneo, ainda mais em um período de pandemia, em que a crise sanitária, além das vidas perdidas e gravidade da doença, trouxe sérios danos à economia da região, que possui no turismo um dos principais alicerces. O projeto para a Maria Fumaça foi feito por meio de um protocolo de intenções entre Governo do Estado e Rumo Logística, algo que demonstra que as parcerias público-privadas podem ser um forte indutor do desenvolvimento regional.

Mais do que o viés turístico, a notícia é importante para a cultura e o resgate histórico da importância do trem para o desenvolvimento do litoral, do Paraná e do Brasil. A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), uma entidade sem fins lucrativos, é responsável pela operação em questão e promove a conservação do patrimônio histórico ferroviário.

Em junho de 2020, outro avanço foi a entrega da revitalização da Estação Ferroviária de Paranaguá, algo feito em uma parceria entre município e Governo Federal. O espaço foi aberto para visitação diária das 10h às 17h neste mês de novembro. A parte interna conta com rico acervo da ABPF e itens únicos da história ferroviária local. A criação da rota da Maria-Fumaça entre Antonina e Morretes gera expectativa de uma possível inclusão de Paranaguá no turismo ferroviário litorâneo. Quem sabe o esforço público não seja recompensado com a volta do trem de passageiros a Paranaguá?

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