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Editorial

Retomada econômica e a geração de empregos

A força de trabalho paranaense, que se reinventa e persiste, é, sem dúvida, o ponto mais importante para a retomada econômica

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Na última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou alguns dados incluídos no resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Um dos índices apurados é sobre o desemprego no País. Apontado como um dos principais e mais graves reflexos da pandemia, fora da esfera da saúde pública, o desemprego chegou a níveis alarmantes. No entanto, de acordo com os novos dados do IBGE, a taxa no primeiro trimestre está estável com relação ao ano passado.

A taxa de desocupação ficou estável em 26 unidades da Federação. De acordo com o IBGE, o único Estado que ficou de fora foi o Amapá (3,3 pontos percentuais). A coordenadoria de Trabalho e Rendimento do IBGE acredita que a queda do desemprego não se deve ao aumento no número de pessoas ocupadas, mas à menor pressão das pessoas sem trabalho buscando ocupação.

É importante salientar que, durante a pandemia, sem empregos formais, muitos brasileiros resolveram investir no próprio negócio. A saída encontrada por muitos foi empreender, tirar do papel alguma ideia ou mesmo colocar em prática alguma aptidão em busca de uma renda para manter a família. Para não ficar na informalidade, muitos se tornaram microempreendedores individuais (MEIs). Um levantamento do Sebrae apontou que, somente em 2020, foram registrados 2,6 milhões de novos MEIs, o maior número registrado nos últimos cinco anos.

O Paraná também segue em queda com relação ao desemprego, de acordo com o IBGE. Semanalmente, são divulgadas as vagas nas Agências do Trabalhador presentes em várias regiões do Estado, auxiliando as pessoas que precisam entrar ou voltar ao mercado de trabalho formal. A força de trabalho paranaense, que se reinventa e persiste, é, sem dúvida, o ponto mais importante para que a retomada econômica seja expressiva e se reflita nos próximos índices.