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Editorial

Intolerância e violência não devem ter espaço na sociedade

É importante refletir sobre os efeitos que discursos de ódio têm provocado nas redes sociais e na vida real

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Tornou-se comum o hábito de defender firmemente um pensamento nas redes sociais, ainda que cause prejuízos a quem está do outro lado, sem nenhum critério que justifique a disseminação de palavras de ódio. Esse comportamento tem tomado proporções cada vez maiores no meio virtual, o que pode levar a responsabilização dos autores dessas mensagens. Além de poder ter consequências no âmbito na legislação, a prática também revela um lado obscuro da sociedade que é, muitas vezes, camuflado na vida real.

Acreditar que a vida on-line é uma vida paralela, sem ligação com a realidade, é um ato errôneo que tem levado as pessoas a criarem uma segunda identidade e ela nem sempre tem como intuito colaborar para o bem. Os discursos de ódio, disseminado continuamente contra as minorias, verbalizados ou escritos, têm como único e raso objetivo o de discriminar pessoas pelas suas diferenças.

É válido destacar que o discurso de ódio é considerado crime no Brasil, garantido pela lei contra o preconceito (7.716/89), que proíbe “praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional”. Além disso, é também um atentado aos direitos humanos, por trazer malefícios à sociedade, criar bases para a intolerância e violência e ignorar a dignidade.

Por isso, é importante refletir sobre os efeitos que tais discursos têm provocado não apenas nas redes sociais, como também na vida real, que já sofre muito com a falta de respeito e valorização da vida humana.