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Editorial

Início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil é uma vitória da ciência

O que se espera de todos nós, como cidadãos, é que tomemos a vacina, pois este ato, mais do que prezar pela vida, deve ser um pacto social coletivo que demonstra respeito ao esforço que foi feito pelos cientistas e profissionais da saúde que tanto trabalharam pela vacina e defendem a sua utilização

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Início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil é uma vitória da ciência

O domingo, 17, foi um dia histórico para o Brasil. Com a aprovação unânime da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19 e posterior imunização da enfermeira Mônica Calazans, que se tornou a primeira pessoa vacinada contra o Coronavírus no Brasil, o que se viu foi a vitória da luz da ciência diante das trevas da pandemia que ceifou vidas brasileiras, paranaenses e litorâneas. 

Desde o início da pandemia no Brasil em março de 2020, com evolução da doença, vidas continuamente sendo perdidas para o Coronavírus no Hospital Regional do Litoral (HRL) e em casas hospitalares de todo o Brasil, a grande esperança de cura sempre foi a vacina, entretanto, o futuro incerto trazia dúvida e medo. Na manhã de segunda-feira, 18, o governador Ratinho Júnior foi a São Paulo para trazer o imunizante concedido pelo Governo Federal ao Paraná e, posteriormente, a Paranaguá e ao litoral. Com um estalar de dedos, o que se viu é que a vacinação não é mais uma expectativa futura, ela é uma certeza.

Mônica, enfermeira, que, mesmo com várias comorbidades atuou na linha de frente contra a pandemia no Brasil, foi às lágrimas ao se dirigir ao local onde seria vacinada. A emoção dela foi a de todos nós, brasileiros. Independente de contexto político, o que se viu foi a esperança da cura, foi a chance de renascermos e uma demonstração clara de que a sociedade e a ciência devem ser aliadas para uma evolução conjunta.

Agora, a expectativa é sobre a vacinação contra a Covid-19 em Paranaguá e no litoral que cada vez mais se aproxima. Cerca de 2.240 doses foram destinadas pelo Governo do Estado à 1.ª Regional do Litoral e serão encaminhadas aos sete municípios da região. Com isso, se dá um primeiro passo para a imunização de toda a população litorânea. O que se espera de todos nós, como cidadãos, é que tomemos a vacina, pois este ato, mais do que prezar pela vida, deve ser um pacto social coletivo que demonstra respeito ao esforço que foi feito pelos cientistas e profissionais da saúde que tanto trabalharam pela vacina e defendem a sua utilização.

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