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Coronavírus

Recuperadas da Covid-19 relatam drama e experiência de “renascimento”

Oneide, Cibele e Heliane relatam como foi enfrentar e vencer a doença

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Recuperadas da Covid-19 relatam drama e experiência de “renascimento”

Há pouco mais de um ano, quando a Organização Mundial da Saúde declarou uma “pandemia” mundial devido ao novo Coronavírus, a situação vem transformando a vida de muitas pessoas. Para muitas delas, a doença passou a ser sinônimo de tristeza, de entes queridos que perderam a vida. Para outros, porém, houve um novo significado e como enfrentar a vida de agora em diante.

Oneide Martins de Lima, diretora da Escola Municipal Professora Nayá Castilho, relata que quando recebeu o diagnóstico da Covid-19, junto apareceu o medo e a angústia. “Tenho dois filhos e três netos, fui infectada no mês de agosto de 2020, a minha filha estava com a Covid-19, e como estava em contato com ela, também fui infectada, todos da família pegamos. Quando fiquei sabendo, me veio um medo, uma angústia, mas graças a Deus os sintomas foram leves, a recuperação foi rápida, fui bem atendida pelos profissionais da saúde, onde me ligavam para saber como eu estava até passar os momentos críticos e após os 14 dias para saber se estava bem e para dizer que estava liberada do isolamento”, relata Oneide.

“Sou uma pessoa que creio muito em Deus, e tenho um pensamento, que nada acontece sem que Deus permita, tudo é permissão dele em nossas vidas, a fé e a crença em Deus nessas horas é muito importante. Daqui para frente, qualquer data especial, para mim será vista com outros olhos, aprendi mais um pouco, que família e amigos são nosso porto seguro”, completa.

SINTOMAS PERSISTEM

Mesmo depois de algumas semanas da fase aguda da Covid-19, parte das pessoas relatam que, mesmo as que tiveram casos  leves, ainda sentem sintomas persistentes, entre eles a dor de cabeça frequente, fadiga, sonolência, alteração de memória e perda de olfato.  

Cibele Graziele Gonçalves Nunes, professora na rede municipal de Educação de Paranaguá e Pontal do Paraná, relata que foi acometida provavelmente pela nova cepa do Coronavírus pois ficou bem debilitada. “Fui acometida com o vírus da Covid-19 entre os dias 5 (1.° dia de sintoma) ao dia 18 de março, quando recebi alta do isolamento. Segundo o médico, muito provavelmente peguei a nova cepa, porque fiquei bem debilitada durante os 14 dias. “Fiz o exame, e com a suspeita, cheguei em casa seguindo todos os protocolos, desde os medicamentos, me isolando, mesmo sendo uma casa pequena com apenas um banheiro e dois quartos. Passei a dormir num quarto, meu marido na sala e meu filho no outro. Todos usando máscara o dia todo e tudo separado, do talher à toalha e passando álcool em tudo. Tive muita dificuldade para respirar, para levantar e ir do quarto ao banheiro, e até para me alimentar era muito cansativo. Muita dor no peito, só não tive vômito e febre alta, de resto, tive todos os sintomas”, completa.

A professora conta que segue fazendo fisioterapia respiratória, e orando para que a vacina chegue logo a todos. “Sou grata a Deus por ter me recuperado em casa, mesmo sendo as duas semanas onde nós tivemos tantas notícias de óbitos de professores da rede municipal e estadual, amigos próximos, pais de alguns alunos”, externa Cibele.

A professora Heliane Bento, lotada na Secretaria Municipal de Educação de Paranaguá, e moradora no bairro Bockmann, relata que o seu quadro clínico foi se agravando com o passar dos dias, e que mesmo curada ainda sente muita fadiga. “Eu fui uma das milhares de pessoas que foram acometidas pela Covid-19. No dia 12 de fevereiro deste ano senti o primeiro sintoma, muita tosse. Em casa somos eu e meu esposo, ambos com idade de 68 e 69 anos.  Tomamos todos os cuidados para evitar o contágio.  E o meu quadro clínico foi se agravando com dor no corpo, perda do olfato, fadiga, pulmão apresentando alterações que o comprometiam em até 75%, conforme tomografia computadorizada do tórax. Foram vinte dias de muita apreensão porque eu sou portadora de diabetes e pressão alta, somando  com  os agravantes da idade. Só tive alta após 30 dias de tratamento e ainda tenho muita fadiga. Agradeço a Deus a bênção de ter vencido a Covid e de não ter contaminado meu esposo, que cuidou muito bem de mim”, agradece Heliane. “Essa doença nos faz repensar nos valores da vida e nos acorda para as pequeninas frestas de luz que nos fazem respirar e viver. A fé em Deus é sua misericórdia me devolveram a vida. Gratidão eterna”, conclui.

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