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Ciência e Saúde

Teste da UFPR verifica incidência da Covid-19 no litoral do Paraná

Exame para testagem foi feito pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da UFPR Litoral

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Na segunda-feira, 19, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou que o Laboratório de Microbiologia Molecular do Setor Litoral da universidade (UFPR Litoral), está realizando no litoral paranaense campanhas de testagem em massa para detecção de anticorpos contra o Coronavírus. Para isso, estão sendo usados testes imunológicos desenvolvidos pela UFPR Litoral, objetivando identificar pessoas na região que foram infectadas com a Covid-19, bem como detecção de respostas imunológicas com relação à vacinação contra a pandemia em toda a região. Além do litoral, o estudo abrange também o município de Toledo.

Segundo o professor Luciano Fernandes Huergo, responsável por conduzir a pesquisa, para ter conhecimento se as pessoas testadas apresentam anticorpos contra a Covid-19 que foram adquiridos pela imunização, é usado o mesmo princípio de teste para detectar ou não o Coronavírus, com troca da proteína viral investigada. “Na nossa testagem, podemos colocar vários ‘pedaços’ diferentes do novo coronavírus para realizar a investigação dos anticorpos. Temos feito esse procedimento de duas formas. A primeira é baseada na proteína do nucleocapsídeo, que produzimos aqui no Setor Litoral. Com esse método, conseguimos identificar se há resposta à infecção, podendo haver reação cruzada com os anticorpos adquiridos depois da imunização pela CoronaVac. Usamos o mesmo teste com a proteína spike, que nos é doada pelo Laboratório de Engenharia de Cultivo Celular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse caso, além de conseguirmos detectar se houve infecção, também visualizamos possíveis respostas a todas as vacinas que estão disponíveis no país”, informa.

De acordo com Huergo, o indivíduo que apresentou anticorpos contra a proteína spike e não desenvolveu a Covid-19, mas que foi vacinada, possivelmente gerou o que ele chama de “resposta imunológica em termos de ativação da produção de anticorpos por conta do imunizante”. “É difícil traçarmos um paralelo quanto ao anticorpo protetor ou neutralizante, porque nosso ensaio não vê isso diretamente, mas é uma forma indireta de confirmar que a vacina está gerando uma resposta que, presumivelmente, terá um efeito protetor”, completa o pesquisador.

A UFPR esclarece que um resultado negativo de anticorpo após a vacinação não significa que a vacina não teve efeito. “A vacina induz outras respostas do sistema imune, não apenas a produção de anticorpos”, explica o professor.

Incidência da Covid-19 no litoral

De acordo com a universidade, os exames estão sendo utilizados para analisar a incidência da Covid-19 na população no litoral, por meio de parceria com as prefeituras. “Cerca de mil amostras já foram analisadas na região e os dados estão sendo compilados a fim de obter um panorama da evolução da doença e da presença de anticorpos na população”, complementa a assessoria da UFPR.

Segundo Huergo, 8% das amostras coletadas no último trimestre de 2020 foram positivas para a doença. “Os testes realizados no primeiro semestre de 2021 também apontaram 8% de casos de Covid-19, enquanto o segundo semestre já apresenta 12% de resultados positivos”, informa a UFPR. “Nas últimas 130 amostras coletadas em julho, fizemos testes duplos com o objetivo de verificar infecção e resposta à vacinação. Entre a cota analisada, 17% apresentaram resultado positivo para infecção e, ao todo, 33% foram positivas para infecção e vacinação”, completa Huergo.

“Além do litoral, a cidade de Toledo adotou a iniciativa de testagem em massa da população para detectar a incidência da Covid-19. O projeto é conduzido por professores da UFPR do Campus Toledo”, explica a assessoria da universidade. 

Segundo a universidade, 100 vagas são abertas semanalmente na região, com coletas sendo realizadas no campus da UFPR Litoral, em Matinhos. “Qualquer pessoa pode participar e não há exigência de que seja morador do litoral, desde que se disponibilize a estar no local na data e no horário indicados por conta própria. O cadastro pode ser realizado no link: http://200.17.236.32/covid19/“, complementa.

“O teste é indicado para detectar infecções prévias pelo novo coronavírus, não havendo indicação para pessoas sintomáticas na fase aguda da doença. Melhores resultados são esperados com a coleta realizada 20 dias após o início dos sintomas”, reforça a UFPR.

Teste pode apontar outras doenças

De acordo com a UFPR, os pesquisadores que criaram o exame pretendem utilizá-lo também para detecção de outras doenças, entre elas a dengue. Huergo afirma que atualmente o teste possui a função exclusivamente de uso em pesquisas e ainda não pode ser utilizado no que é chamado de diagnóstico oficial. “Não temos condições de registrar um produto na Anvisa por questões financeiras e de infraestrutura. Porém, há a possibilidade de laboratórios de análises clínicas usarem o teste, caso seja realizada uma validação in house da metodologia”, detalha.

“In house é um processo de validação de exames padronizados que tem como objetivo comprovar, por meio de testes, documentos e cálculos, se os exames utilizados em laboratórios estão exercendo suas funções conforme o esperado e de maneira segura”, finaliza a universidade.


Com informações da UFPR e Secom UFPR Litoral

Foto: UFPR

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