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Balança Comercial Brasileira

03 de setembro de 2018

Na quarta semana de agosto de 2018, a balança comercial registrou superávit de US$ 441 milhões

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RESULTADOS GERAIS

Na quarta semana de agosto de 2018, a balança comercial registrou superávit de US$ 441 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,027 bilhões e importações de US$ 3,586 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 16,223 bilhões e as importações, US$ 13,093 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,129 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 152,682 bilhões e as importações, US$ 115,517 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,165 bilhões.

 

ANÁLISE DA SEMANA

A média das exportações da 4ª semana chegou a US$ 805,4 milhões, 14,2% abaixo da média de US$ 938,1 milhões até a 3ª semana, em razão da queda nas exportações das três categorias de produtos: básicos (-24,2%, de US$ 472,1 milhões para US$ 357,6 milhões, por conta de petróleo em bruto, soja em grãos, minério de cobre, carnes de frango, bovina e suína, fumo em folhas, farelo de soja); semimanufaturados (-18,6%, de US$ 96,5 milhões para US$ 78,6 milhões, por conta de celulose, açúcar em bruto, madeira serrada ou fendida, zinco em bruto, estanho em bruto); e manufaturados (-0,2%, de US$ 362,4 milhões para US$ 361,6 milhões, em razão de aquecedores, secadores e partes, laminados planos de ferro/aço, etanol, automóveis de passageiros, máquinas e aparelhos para terraplanagem).

Do lado das importações, apontou-se queda de 1,9%, sobre igual período comparativo (média da 4ª semana, US$ 717,2 milhões sobre a média até a 3ª semana, US$ 731,3 milhões), explicado, principalmente, pela queda nos gastos com químicos orgânicos e inorgânicos, farmacêuticos, equipamentos elétricos e eletrônicos, equipamentos mecânicos e combustíveis e lubrificantes.

 

ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias até a 4ª semana de agosto/2018 (US$ 901,3 milhões) com a de agosto/2017 (US$ 846,6 milhões), houve crescimento de 6,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos manufaturados (+14,7%, de US$ 315,8 milhões para US$ 362,2 milhões, por conta, principalmente, de aviões, motores e turbinas para aviação, centrifugadores e aparelhos para filtrar, aquecedores, secadores e partes, partes de motores e turbinas para aviação, óleos combustíveis) e produtos básicos (+12,8%, de US$ 390,2 milhões para US$ 440,3 milhões, por conta de soja em grão, petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja, carne bovina). Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-24,6%, de US$ 121,4 milhões para US$ 91,5 milhões por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, couros e peles, zinco em bruto). Relativamente a julho/2018, houve retração de 13,3%, em virtude da diminuição na venda de produtos básicos (-25,4%, de US$ 590,0 milhões para US$ 440,3 milhões) e semimanufaturados (-16,3%, de US$ 109,4 milhões para US$ 91,5 milhões), enquanto cresceram as vendas de produtos manufaturados (+9,7%, de US$ 330,0 milhões para US$ 362,2 milhões).

Nas importações, a média diária até a 4ª semana de agosto/2018, de US$ 727,4 milhões, ficou 20,5% acima da média de agosto/2017 (US$ 603,4 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+48,9%), veículos automóveis e partes (+37,5), químicos orgânicos e inorgânicos (+28,6%), adubos e fertilizantes (+20,3%) e equipamentos mecânicos (+13,7%). Ante julho/2018, houve queda de 14,2%, pelas diminuições em bebidas e álcool (-25,5%), cereais e produtos da indústria da moagem (-8,6%), farmacêuticos (-6,9%), siderúrgicos (-6,1%) e equipamentos mecânicos (-4,9%).  Fonte: SECEX/DEAEX

 

Pode Melhorar. Importadoras e exportadoras querem ter classificação própria

 

As empresas comerciais importadoras e exportadoras pressionam o Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e o IBGE para que o setor ganhe uma classificação de atividade econômica própria.

“Isso nos permitiria ter dados estatísticos mais precisos sobre o desempenho do segmento. Hoje, as empresas são enquadradas como atacadistas, por exemplo”, diz Rita Campagnoli, do Ceciex (que reúne empresas do ramo).

O CECIEx é o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, cuja missão é defender e representar os interesses das empresas comerciais exportadoras, importadoras, traders, e prestadores de serviços de comércio exterior, assumindo o papel de coordenar as reivindicações desta categoria e levar suas propostas aos órgãos competentes.

“A classificação nos permitiria pleitear incentivos fiscais também. Hoje o próprio Fisco não tem noção exata de quais são as comerciais importadoras e exportadoras”, diz Damaris da Costa, diretora da Braseco.

“Atuamos no comércio de alimentos, roupas e maquinário. Há pouco, tivemos que nos cadastrar como empresa de comércio de bebidas para atuar nesse segmento”, diz Edinei Mineiro, da Edial.

“É um processo que não seria necessário se o setor fosse reconhecido.”

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