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Direito & Justiça

Caso Isabelly: próxima fase irá decidir se irmãos vão a júri popular

Everton e Cleverson Vargas foram ouvidos nesta semana pela Justiça. Foto: Divulgação

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Os irmãos Vargas, Everton e Cleverson, réus no Caso Isabelly, foram ouvidos novamente pela Justiça, nesta semana, em audiência de instrução realizada no Fórum de São José dos Pinhais. A família da youtuber optou por não acompanhar o interrogatório.

A youtuber Isabelly Cristine Santos, de 14 anos, morreu após ser baleada em fevereiro deste ano no balneário de Canoas, em Pontal do Paraná, quando retornava para sua casa em Paranaguá após um evento. Isabelly estava acompanhada da mãe, Rosania Domingos dos Santos, do empresário, que dirigia o veículo, e do filho do empresário.

O interrogatório é apenas uma das etapas do processo. O advogado da família da youtuber, Dr. André Tavares, explicou que agora se inicia a fase das alegações finais. “Em seguida, a juíza de Pontal do Paraná vai julgar se o caso vai ou não a júri popular. Nós, assistentes de acusação, esperamos que eles sejam pronunciados por homicídio qualificado”, afirmou Tavares.

Segundo o advogado, todas as informações que já existiam foram confirmadas. “Tivemos ainda mais a certeza dos fatos já alegados pela assistência de acusação e pela mãe da vítima desde o começo do processo, de que eles ingeriram bebida alcoólica, que não houve discussão no trânsito, que quem efetuou os disparos de arma de fogo foi o Everton. Durante a audiência, Everton assumiu que estava fazendo curso de tiro e que o irmão era atirador esportivo”, detalhou Tavares.

DEFESA

Os irmãos foram ouvidos em São José dos Pinhais por uma decisão da juíza da Vara Criminal de Pontal do Paraná, Bianca Bisetto, responsável pelo caso, para evitar o deslocamento dos réus até o município litorâneo.

Nesta nova audiência, o advogado dos réus, Cláudio Dalledone, declarou para a imprensa que os irmãos permaneceram com a versão dada em depoimento à Polícia Civil anteriormente, de que interpretaram a manobra realizada pelo carro onde estava a vítima como uma possível ameaça.

"Ele acabou atirando contra aquela ameaça e disparou para cima. Não se tem mudança nenhuma naquilo que eles, desde o início, falaram. Imaginaram que estavam sendo assaltados e, por isso, o irmão atirou", afirmou Dalledone. "O outro irmão não contribuiu com absolutamente nada, sequer sabia que o irmão tinha uma arma na cintura", completou o advogado.

Os irmãos Vargas desde o ocorrido permanecem presos, tendo a prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Pontal do Paraná, local onde ocorreu o crime. Houve uma tentativa de revogação da prisão em abril deste ano, mas ela não foi concedida.

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