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Cultura Viva

Crime e Castigo

Não me refiro à obra do escritor russo Dostoievski, da qual, para as pessoas que não a leram, apresento um pequeno resumo.

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Não me refiro à obra do escritor russo Dostoievski, da qual, para as pessoas que não a leram, apresento um pequeno resumo: “Um estudante pobre e ambicioso mata uma velha usuária, para obter os meios de continuar sua carreira, mas torturado pelos remorsos, acaba por se entregar à polícia.” Casos semelhantes a esse ocorrem no Brasil frequentemente, com uma diferença: os assassinos não sentem remorso algum, porque seus sentimentos de piedade ficam submersos nos mares da ambição. Raramente se entregam à polícia. Essa decisão só acontece quando o bandido não encontra outra saída para manter a vida. Infelizmente a constatação de que os assassinos o castigo pelos crimes cometidos estende-se ao longo do tempo e quase sempre tudo acaba no vazio.

Alguns são encarcerados. Dependendo do grau dos crimes ficam ao aguardo do julgamento. Uma vez condenados vão para presídios com direito a saídas nas datas especiais e muitos não retornam e prosseguem cometendo os mesmos crimes. E os castigados somos nós pela ausência de leis mais seguras contra o crime. Esse é o conteúdo frequente dos relatórios policiais apresentados a nós, através dos meios de comunicação.

Se fosse realizada uma pesquisa de opinião aos brasileiros, a maioria se manifestaria contrária à soltura de encarcerados no dia da mãe, do pai, no Natal, porque os criminosos já não agasalham no coração os sentimentos que envolvem tais datas. Para eles o que vale a pena é a liberdade plena a fim de darem vazão ao instinto maléfico que abrigam nas suas almas corrompidas. Um problema sério relacionado à prática dos crimes é a falta de presídios para manter os criminosos em espaços adequados à vida humana.

Talvez seja essa a razão da diminuição do tempo para cumprimento das penas, o que resulta nas ondas crescentes de crimes praticados por ex-presidiários. Quais medidas deverão ser tomadas a fim de que sejam protegidos os cidadãos honrados que saem em direção ao trabalho; os adolescentes nas idas às escolas e os retornos aos lares; as crianças em brincadeira nos parques? O que esperar do amanhã se hoje a vida de todos nós é perturbada por temores de assaltos, de crimes? Cumpre aos políticos resolverem tais problemas. É para tornar a vida do cidadão segura sob todos os aspectos que existem câmaras, assembléias e senado compostos para garantir vida plena à população do Brasil.

Ivone E. Marques

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