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Cultuando

Patrimônio histórico e turismo cultural

Universo amplo e complexo, permanentemente presente no nosso quotidiano, o património histórico é indissociável da realidade socioeconómica, requerendo conhecimento, proteção e valorização

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Universo amplo e complexo, permanentemente presente no nosso cotidiano, o patrimônio histórico é indissociável da realidade socioeconômica, requerendo conhecimento, proteção e valorização. Somos capazes de atribuir valor e dar a conhecer um determinado património histórico, e transformá-lo assim num recurso turístico, educativo e social? Tenho minhas dúvidas! Temos que ser capazes de atribuir valor e dar a conhecer um determinado patrimônio, selecionando a técnica de interpretação mais apropriada, e transformá-lo assim num recurso turístico, educativo e social.

O patrimônio é compreendido como a objetivação da produção histórico-social da humanidade, e, portanto, necessita ser socializada, o que é o objetivo da educação patrimonial.

A socialização e a apropriação do patrimônio integram a formação genérica do ser humano (DUARTE, 1993), e o alijamento dos homens em relação ao patrimônio é indício de um processo desumanizador. Um pensamento similar ao da Unesco, que, em 1972, na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, afirma que a destruição de um patrimônio “constitui um empobrecimento efetivo do património de todos os povos do mundo.” O anteriormente exposto assenta-se sobre a concepção de que a humanidade não é dada naturalmente a cada indivíduo, mas é construída social e historicamente pelas relações que estes indivíduos possuem com a produção humana. (SAVIANI, 2000). Logo, o enriquecimento dos indivíduos passa necessariamente pela apropriação, por cada indivíduo, dos resultados desta produção, o que é o objetivo do trabalho educativo.

O turismo cultural pautado pela ação de visitação e conhecimento do patrimônio cultural possui um sentido educativo, pois é uma mediadora no processo de socialização e apropriação dos bens humanos materializados nos patrimônios, que são os atrativos das cidades turísticas. A educação patrimonial como mediadora da atividade turística, ao promover o contato, a socialização e a apropriação do patrimônio pelos turistas, contribui nesta tarefa da produção do ser humano genérico, ou seja, constitui uma forma de realização do trabalho educativo. Para isso é necessário planejar a atividade turística com o patrimônio na intencionalidade de produzir esta socialização e apropriação, assim como é necessário o planejamento de um projeto de educação patrimonial. Este artigo pretende contribuir com uma base epistemológica para o desenvolvimento desta atividade.

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