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Especialista em urologia explica mais sobre as ISTs e suas formas de cuidado

Dr. César Augusto Broska Júnior é formado em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná. Fez residência médica de Cirurgia Geral no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e fez residência médica de Urologia no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. É médico cooperado da Unimed Paranaguá

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Na última década, o número de casos de  Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) aumentou consideravelmente. Entre os mais jovens, na faixa etária de 15 a 19 anos, esse crescimento foi de 64,9% em 10 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Muitas vezes, esse aumento se dá pela falta de informação, então, pensando nisso, o especialista em urologia da Unimed Paranaguá, Dr. Cesar Augusto Broska Júnior,  explica mais sobre as ISTs e suas formas de cuidado. Confira a entrevista:

O que são as ISTs?

Dr. Cesar: IST significa infecção sexualmente transmitida. A sigla foi adotada no lugar de DST (doença sexualmente transmitida) pois o paciente pode ser portador somente da infecção e não necessariamente desenvolver a doença.

A sigla engloba doenças que podem ser transmitidas através do ato sexual (oral, vaginal, anal) com uma pessoa que esteja infectada. Além do ato sexual, também podem ser transmitidas durante a gestação, trabalho de parto, amamentação e também através do contato direto da pele e mucosas não íntegras com fluídos e secreções corporais.

Quais as mais prevalentes e os seus sintomas?

 Dr. Cesar: As mais comuns são: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV): A apresentação mais comum é através de verrugas genitais. O homem pode ser portador assintomático e algumas variantes podem com o tempo evoluir para formas mais invasivas, como o câncer de pênis.

Herpes: manifesta-se como vesículas (“bolinhas de água”) agrupadas que após alguns dias estouram e se transformam em feridas dolorosas. Em geral cicatrizam após alguns dias. Na maior parte dos casos não geram maiores problemas, porém em pessoas imunocomprometidas podem ocasionar formas mais graves.

Sífilis: manifesta-se inicialmente como uma ferida na região genital, a qual não apresenta dor. A ferida cicatriza sozinha dentro de alguns dias, porém a doença permanece na pessoa e poderá se manifestar mais tarde através de manchas pelo corpo, febre, mal estar, ínguas e caso não tratada pode acarretar lesões neurológicas, ósseas, cutâneas e cardiovasculares, podendo levar a morte.

Uretrite: saída de secreção purulenta ou esbranquiçada pelo canal uretral, em geral associado a ardência ao urinar. Vários agentes podem causar essa manifestação, sendo os mais comuns a clamídia e o gonococo.

Hepatites virais B e C: podem causar inicialmente febre, mal estar, dor abdominal, náusea, vômitos e icterícia, porém a maior parte dos acometidos não apresenta sintomas inicialmente. Podem com o tempo causar cirrose e hepatocarcinoma.

Cancro mole: causa feridas dolorosas nos genitais e podem causar aumento dos linfonodos na virilha (ínguas).

HIV: inicialmente a infecção é inespecífica e pode causar febre, mal estar, dor de cabeça, aumento do baço, fígado e linfonodos. Após esse período, o paciente pode entrar numa fase sem sintomas que pode perdurar por anos, até que a infecção comprometa o seu sistema imunológico a ponto de começarem a surgir as doenças oportunistas.

Existe tratamento para as ISTs?

Dr. Cesar: Existe tratamento para todas as formas de IST, no entanto isso não quer dizer necessariamente cura. Algumas IST como o cancro mole, a sífilis e uretrites possuem tratamento com finalidade curativa, enquanto que outras formas de IST como hepatite B, HIV e herpes o tratamento objetiva o controle da doença mas ainda não é possível a cura.

Mesmo entre aquelas IST que possuem o tratamento curativo, complicações podem ocorrer, portanto a prevenção ainda é a melhor escolha.

Prevenção

Dr. Cesar: A principal forma de prevenção é o uso de preservativo (camisinha). Outras formas incluem:  esterilização de equipamentos invasivos e que contenham contato com sangue e fluídos corporais, realização de exames de laboratório, caso esteja com suspeita ou investigando alguma IST, evitar atividade sexual.

Caso contraia IST, avisar o parceiro para que também seja avaliado

Caso contraia IST, procure o médico e o tratamento adequado.

Há vacinas para algumas formas de IST. Existe vacina contra a hepatite B e também há vacina para o HPV.