Sob o Véu

ORIGEM DAS PALAVRAS – III – EXCERTOS

Professor Henrique José de Souza

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“Ternos falado inúmeras vezes na relação existente entre Tupis, Cários e Incas, vindos de 3 partes diferentes. O MAR DAS CARAIBAS recebeu seu nome dos Cários, de quem foi chefe um certo CAR, nome simplesmente secreto, ou de chave cabalística… O termo CAR, entretanto, tem a expressão, como ‘palavra sagrada’, de GUIA e CAMINHO; MARCHA etc., termo que logo fazem lembrar o de Guia Espiritual, Manu, Chefe etc. Nas línguas assíria e babilônica, o KRA e o KRI, KAR, etc., também possuem, mais ou menos, o mesmo significado. O próprio K em linguagem ideográfica é a posição de quem caminha de braços estendidos para o céu. Enquanto o R, de quem caminha com a cabeça voltada para o solo. Um suplica, o outro realiza ou marcha, anda, etc.”

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“O termo AVANHEHEN, que se dá à língua tupi, significa “bom andamento”. Além de que o prefixo AVA quer dizer: antepassado. E em nossa própria língua, AVÔ, AVÓ etc., como pais duas vezes, de qualquer modo é antepassado. CALCI e KALKI é o terreno calcário, é a região do avatara, em certos ciclos. O CAR (ou KAR) entra em diversas palavras sagradas, dentre elas MAKARA. A Serra do Roncador guarda sementes daquela tríade racial já citada, isto é, CAR-INCA-TUPI (já por si, com o significado de “marcha para o Sol”), defendida pelos XAVANTES (ou Chave de ANTAS, ANDES etc.).”

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“Nas inscrições rupestres de diversas regiões Jinas do Brasil, inclusive em São Tomé das Letras, predominam sempre as letras KRA: KRI, KA etc., fenícias, assírias e babilônicas, as quais, por si sós, já indicam ‘caminhar, marchar’ etc… Já tivemos ocasião de fazer um estudo sobre o termo sânscrito KALKI (=cavalo) que se dá ao Avatara Maitreya nas escrituras orientais como o décimo, mas, em verdade, 14°, pois que se trata, além do mais, de um número padrão ou medida, como prova o termo “cálculo” (arte de calcular) que outrora era feito por meio de pedrinhas. E alguns povos o usam ainda, como, por exemplo, o japonês, numa espécie de bastidor, onde figura um determinado número de ‘pedras ou contas’, que correm de um lado para outro, nas pequenas barras de metal aí existentes. Da mesma origem, os termos empregados pela medicina: ‘cálculos biliares, renais etc.’, que, de fato, são PEDRAS. Do mesmo étimo, ainda, CALDEIA, CALDEU etc., justamente por ser uma região quase toda ‘calcária’. Na Mitologia Grega, os Argonautas se dirigem para a “Ilha de CÓLCHIDA” (COL, CAL, CALI, CALCI, KALKI, etc.) em busca do “Tosão de Ouro”, o qual

representa a SABEDORIA INICIÁTICA DAS IDADES (a Verdade pelos mesmos procurada), que não deixa de ser IMORTALIDADE, do mesmo modo que, no sentido material, que, a bem dizer, é o de LONGEVIDADE. ‘Elixir da longa vida’, por sua vez, um termo que se aplica a ambas as coisas: à Iluminação, Sabedoria Perfeita etc., e à vida propriamente dita do homem.”

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“Já tivemos, também, ocasião de dizer em outros estudos que o mesmo termo JO, YO ou IOKANAN (IO-CANAAN), que se dá a todos os ‘Arautos’ e não apenas ao conhecido personagem da Bíblia, é o daquele que serve de Anunciador a determinado Ser, Obra, Missão etc., que deve vir depois dele. Nesse caso, indica o ‘Itinerário de I0’ ou Isis, ou seja, o CAMINHO que deve seguir um povo, clã etc. O mesmo desdobrado em IO e CANAAN, indica o referido itinerário para uma Terra de Promissão. E isso, em cada época ou ciclo, maior ou menor, em determinada região do Globo. Na mesma razão, o de YUKATAN, que se dá à península mexicana, quando o pré-histórico é ANAHUAC (às avessas ou anagramaticamente, CAUHANA, CAUANA, CANA-ANA ou CANAAN), cujo nome significa: ‘salvo ou poupado das águas’, ou seja, da catástrofe atlante. Desdobrando-se os termos YU (YO, IO etc.) e KAT, KATAN, temos, em diversas línguas antigas, o seguinte significado: ‘lugar onde se acham os EUS ou PEDAÇOS’ de algo que se separou do restante, seja no sentido geográfico, seja no cósmico, ou da Mônada, da Consciência Universal, etc.”

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“O termo KUT-HUMI, que tem uma Linha de Adeptos, significa: ‘PEDAÇO HUMANO’, mesmo que se trate de ‘mahatmas’ como muitos pensam. E isso, porque os mais elevados seres sabem que muito lhes falta a aprender. E, portanto, subordinados estão a outro ou outros Seres de categoria mais elevada ainda. É a isto que se denomina Tulkuismo, no Lamaismo tibetano, e Hipóstase, no Cristianismo ocidental. QU-TAMY, por sua vez, foi o nome do autor da Escritura nabateneana, um Sábio, um Adepto, um Homem Perfeito. E tal nome significa: ‘por acabar, faltando algo, um pedaço’. Outro Homem, portanto, que adotou um nome com o significado idêntico ao primeiro, por não se julgar, ainda, o expoente máximo do Saber, da Perfeição, etc. Pelo que se vê, em todos os termos acima predomina a sonância Q e K, seja no começo ou no fim, pois tanto este como outros termos ocultam por baixo, um segundo nome secreto, como era de costume na Atlântida, por serem, justamente, escolhidos pelos sacerdotes dos ‘Templos dedicados a IO’. Donde YU ou YOKATAN, Canaã etc.”

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“Nos desertos africanos existem certos macacos aos quais se dá o de “cupira”, que atraem os viajantes, por meio de gritos estranhos, as areias movediças e outros precipícios existentes nos referidos desertos. Do nome CUPIRA talvez procedam os nossos “curupira”, “caipora”, “saci-pererê” etc…”

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“Embora não se tenha falado até agora do termo “Solimões”, que, ao próprio Amazonas era dado antigamente, desde a confluência do rio Negro até a fronteira de Tabatinga, em virtude de ali habitarem os índios solímões, hoje extintos, mas de tradicional valentia na região, o termo ‘Solimões’, como dizíamos, tem estreitas ligações com os de Salomão, Solimã, Salomar e outros tantos parecidos que pertenceram a reis antigos e conhecidos da História.”

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