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Semeando Esperança

Sacerdócio, caminho específico para a santidade

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Jesus Cristo, pela unção do Espírito Santo, foi constituído por Deus Pai o sumo sacerdote da Nova Aliança, selada na entrega total de sua vida, desde a encarnação até a morte na Cruz (Hb 5,1-7). Esse único sacerdócio de Cristo – o da entrega da vida, à luz do lava-pés – se perpetua na Igreja, e dele participam todos os fiéis e os ministros ordenados. Pelo Batismo e pela Confirmação, todos são, em Cristo, um povo sacerdotal e missionário (1Pd 2,9). E os Bispos e Presbíteros, pelo sacramento da Ordem, participamos do mesmo sacerdócio de Cristo, enquanto servidores do povo sacerdotal. Isso compõe o ensinamento do Concílio Vaticano II: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, apesar de diferirem entre si essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se um para o outro; de fato, ambos participam, cada qual a seu modo, do sacerdócio único de Cristo (Lumen Gentium, Constituição Dogmática sobre a Igreja, n. 10). Quanto aos Diáconos, eles participam do sacramento da Ordem e recebem também a imposição das mãos, mas não para o sacerdócio, e sim para o serviço (LG 29).

Os que participamos do sacerdócio ministerial, recebemos um chamado específico, que é simultaneamente dom e compromisso, jamais um privilégio. O Missal Romano apresenta essa vocação no Prefácio das missas de Ordenação dos Bispos e dos Presbíteros: “Em nome de Cristo, renovam o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa, precedem o povo na caridade, alimentam-no com a Palavra e o restauram os sacramentos. Dando a vida por vós – Deus – e pela salvação dos irmãos, procurem assemelhar-se à imagem do próprio Cristo, e testemunhem, constantes, diante de vós, a fé e o amor”.

Quis recordar a teologia do ministério ordenado, ainda que muito sinteticamente, para que todos possam colaborar com os Padres em sua missão e manifestar apreço por sua pessoa. Eles e o Bispo não somos super-homens e nem semideuses, mas homens frágeis, chamados a trilhar um caminho de santidade, de conversão cotidiana, de serviço generoso a Deus e aos irmãos e irmãs. Precisamos, pois, cuidar sempre do dom da graça que nos foi conferido pela imposição das mãos (1Tm 4,14; 2Tm 1,6).

Que beleza a vida de um Padre, que – na expressão do Papa Francisco – tantas vezes, de forma imperceptível e sacrificada, no cansaço ou na dificuldade, na doença ou na desolação, assume a missão como um serviço a Deus e a seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escreve as páginas mais belas da vida sacerdotal!

Enfim, você tem rezado pelos padres e pelos bispos? Lembre-se, contamos com sua oração para viver o sacerdócio como um “caminho específico para a santidade” e conformar nossas vidas “cada vez mais plenamente com o coração do Bom Pastor” (São João Paulo II, ao instituir, em 1995, a Jornada pela Santificação do Clero, a ser celebrada sempre na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus).

Dai-nos, Senhor, santos sacerdotes. Amém.