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Semeando Esperança

A quem iremos?

“A quem iremos?” é uma inquietação presente no coração humano, que deseja sempre acertar o caminho

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“A quem iremos?” é uma inquietação presente no coração humano, que deseja sempre acertar o caminho: João 6,60-69 – Evangelho anunciado no 21º Domingo do Tempo Comum. Tendo ouvido a pregação de Jesus a respeito do Pão da Vida, muitos consideram-na dura demais, inaceitável, e não apenas de difícil compreensão, e se foram, abandonaram-no. E aos poucos que permaneceram, Jesus perguntou: “Vocês também querem ir embora?” Com isso, Jesus indicava que o seu discurso não seria mudado, mas o ratificava. Então, Simão Pedro, um dos poucos que havia restado, disse: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Por isso não era possível mudar o ensinamento, ainda que duro de ser ouvido: ele conduzia à vida. 

Assim como Pedro e as outras pessoas, nós também somos homens e mulheres livres para aderir ou não aos discursos, aqueles de Jesus e aos das atuais lideranças políticas e religiosos, dos nossos pais e avós, e, também, das potentes redes sociais. Contudo, é preciso tentar identificar continuamente para onde nos conduzem tais discursos. O que eles propagam, colabora para garantir a vida das pessoas e de toda a criação? São palavras capazes de dar sentido às nossas inquietações mais profundas? Ou, misturando os fatos, acabam por confundir e enganar as pessoas, incitando-as à violência, intolerância, desprezo, ódio, vingança?

Quero, nesta ocasião, recordar a grandeza dos notáveis homens e mulheres, cujos discursos têm conduzido positivamente as pessoas, as famílias e os povos. Gente que, como Ghandi e Madre Teresa de Calcutá, superando questões de tempo, classe e religião, continuam a influenciar beneficamente a humanidade. E, mais próximos de nós, as pessoas simples, normalmente desprovidas de fama e honrarias,  recordadas nesse mês de agosto: os Padres dedicados a servir suas comunidades e em outras missões que receberam na Igreja (1º domingo); os casais, especialmente os Pais que, no meio de tantos sofrimentos realçados pela pandemia, permanecem firmes em sua consagração familiar (2º domingo); as inúmeras Religiosas e Religiosos inseridos nas realidades sofridas das pessoas ou à frente de santuários, colégios e outras obras (3º domingo); e os catequistas, mulheres e homens incansáveis, gente de fé e grande disponibilidade, comprometidos com suas famílias e comunidades (último domingo). A a eles e a todos os que na sociedade são lideram de verdade, obrigado. Por favor, não se cansem de viver assim e de fazer a Igreja e a sociedade progredirem dia após dia.

O que foi dito a Jesus naquela época continua a ser pertinente hoje, em meio a uma crescente desorientação: “A quem iremos?”. Ainda que não seja uma tarefa das mais fáceis, é preciso uma constante atenção ao que nos é apresentado a respeito do discurso e a realidade dos fatos, para evitar, tanto quanto seja possível, que as fake news continuem a se propagar e a deformar as mentes das pessoas, seus critérios de discernimento e seu modo de agir.

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