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Semeando Esperança

Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher!

Em todos os tempos – particularmente naqueles mais marcados por profundas tristezas, crescente pobreza e desconcertante insegurança –, a humanidade procura sinais capazes de renovar sua esperança e suas forças

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Em todos os tempos – particularmente naqueles mais marcados por profundas tristezas, crescente pobreza e desconcertante insegurança –, a humanidade procura sinais capazes de renovar sua esperança e suas forças. Tais sinais não lhes têm faltado, como lemos no Apocalipse, o último livro da bíblia cristã: “Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas (12,1-2). Esse grandioso sinal da mulher é cheio de significados: diz respeito à Mãe do Senhor (Lc 1,43) e mãe dos discípulos dele (Jo 19,25-27), bem como à Igreja, o Povo edificado sobre as doze colunas, os doze Apóstolos de Jesus Cristo. A mulher glorificada é Maria no mistério de sua Assunção aos Céus. Ela é venerada filialmente pelas comunidades de Antonina como Nossa Senhora do Pilar e, em muitos lugares, como Nossa Senhora da Glória.

Considerando esse sinal grandioso, João Paulo II o apresentou unido à correta exaltação da mulher: “Na Assunção da Virgem, podemos ver também a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do gênero humano e da história da salvação, no projeto de Deus o ideal escatológico devia revelar-se não em um indivíduo, mas em um casal. Por isso, na glória celeste, ao lado de Cristo ressuscitado, há uma mulher ressuscitada – Maria: o novo Adão e a nova Eva, primícias da ressurreição geral dos corpos da humanidade inteira. Sem dúvida, a condição escatológica de Cristo e a de Maria não devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Adão, a plenitude de graça e de glória celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Espírito Santo”. E, ainda, o apresentou como forte apelo à valorização da dignidade do corpo humano: “a Assunção de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profanações e do aviltamento a que a sociedade moderna não raro submete em particular o corpo feminino, o mistério da Assunção proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua glória. Maria entrou na glória porque escutou no seu seio virginal e no seu coração o Filho de Deus. Olhando para ela, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurreição” (Audiência geral, 09/07/1997).

O mistério da Assunção de Maria é, pois, convite contínuo: à defesa da dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar da sua glória; anos tornarmos uns para os outros sinais luminosos de quem defende a vida de todas as pessoas, a exemplo de como viveu Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia, cuja memória celebramos no dia 13 de agosto. E, além disso, a romper com o mal, sempre atentos para não personificar o sinal enganador do dragão, que deseja unicamente matar a vida, sempre pronto a devorar os nascidos de mulher (Ap 12,3-4).