Connect with us

Paraná Produtivo

Toneladas de grãos

A primeira estimativa da safra de inverno aponta que a produção total de grãos no Paraná poderá chegar a 41,2 milhões de toneladas

Publicado

em

Paraná Produtivo

A primeira estimativa da safra de inverno aponta que a produção total de grãos no Paraná poderá chegar a 41,2 milhões de toneladas. Esse volume é 14% superior ao da safra 18/19, quando foram produzidas 36,2 milhões de toneladas. Os dados são do Departamento de Economia Rural. O relatório mostra uma evolução significativa da colheita da soja, que alcançou 85% da área estimada. Já a perspectiva de produção chegou a 20,7 milhões de toneladas, um recorde histórico para o Paraná, 28% maior do que o volume produzido na safra anterior. Com a evolução do milho safrinha, a área pode ter redução de 2%, porque houve atraso na colheita da soja, o que retardou a semeadura. Ainda assim, a produção deve superar 12 milhões de toneladas.


Safra da história

Se os números totais se confirmarem, esta será a segunda maior safra de grãos da história do Paraná, atrás apenas da safra 16/17, quando o Estado colheu 41,7 milhões de toneladas. “O recorde da safra 16/17 de grãos pode ser superado caso o Paraná apresente boas estimativas para a safra de trigo, que ainda não foi plantada”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra. A primeira avaliação da safra de inverno mostra que os cereais de inverno retomaram o crescimento de área, com um aumento de 4%.


Estiagem no RS

Devido à estiagem no Rio Grande do Sul, a safra brasileira de soja deverá ficar abaixo do esperado inicialmente. Mas a perdas não será acentuada, compensada em parte pelo bom rendimento obtido em outros estados. A produção brasileira de soja em 2019/20 deverá totalizar 124,188 milhões de toneladas, com elevação de 4,1% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 119,306 milhões de toneladas. Com a colheita se aproximando de 70%, a previsão é de aumento de 2% na área, que ficou em 37,112 milhões de hectares. Em 2018/19, o plantio ocupou 36,384 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.296 quilos por hectare para 3.363 quilos. No Rio Grande do Sul, a falta de umidade registrada no primeiro trimestre do ano culminou em uma das maiores perdas produtivas dos últimos anos.

Faturamento
O exercício de 2019 foi encerrado com um saldo bem positivo para as nove cooperativas paranaenses do ramo trabalho, que alcançaram faturamento de R$ 196,5 milhões no ano, o que representa um crescimento de 32,5% em relação a 2018. E, de acordo com o levantamento feito pelo Sescoop, a variação acumulada do faturamento em cinco anos foi de 108%. No Paraná, o ramo contabilizou 7.099 cooperados em 2019, número 17,6% superior a 2018. Entre as cooperativas desse setor há duas de assistência técnica, uma educacional, quatro de serviços especializados e duas de consultoria e instrutória. No ano passado, o segmento totalizou R$ 84,6 milhões em ativos, 20,9% a mais que no ano anterior. Já o nível de capitalização no último ano foi de 25%.


Negócio de embalagens

A Klabin anunciou a aquisição do negócio de papéis para embalagens e papelão ondulado da International Paper do Brasil por R$ 330 milhões. De acordo com a companhia, foram assinados os documentos necessários para a compra, que prevê investimento de R$ 280 milhões a serem pagos no fechamento da operação e R$ 50 milhões depois de um ano, sujeito a certas condições contratuais. A operação possui capacidade de produção de 305 mil toneladas anuais e suas vendas representaram 6,6% do market share do mercado doméstico, disse a Klabin, citando dados da Associação Brasileira de Papelão Ondulado em 2018.



Contas têm déficit

As contas do governo registraram déficit primário de R$ 25,857 bilhões em fevereiro deste ano, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. Quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e contribuições, o resultado é deficitário. Quando acontece o contrário, há superávit. O conceito primário não engloba os gastos com juros da dívida pública. Segundo o Tesouro Nacional, esse foi o maior déficit fiscal, para meses de fevereiro, de toda a série histórica, que teve início em 2017, em valores corrigidos pela inflação. Com isso, foi o maior valor em três anos.  Ao todo, segundo o Tesouro, as receitas (após transferências aos estados e municípios) somaram R$ 234,095 bilhões em fevereiro deste ano – alta real de 1,2% na comparação com o mesmo período de 2019. As despesas totalizaram R$ 215,820 bilhões, com recuo real de 1,5% na mesma comparação.

Mercado financeiro


Devido à pandemia de covid-19, o mercado financeiro espera por retração da economia brasileira este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a previsão de queda do PIB é de 0,48%. Na semana passada, a estimativa era de crescimento de 1,48%. Essa foi a sétima redução seguida na projeção. O boletim semanal do BC traz as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos nos próximos anos. As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%. Já a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,30.


IGP-M acumula

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, teve inflação de 1,24% em março deste ano. Com a taxa, o índice acumula taxas de 1,69% no ano e de 6,81% em 12 meses, segundo dados divulgados na última segunda-feira, 30, pela Fundação Getúlio Vargas. Em fevereiro, o IGP-M registrou deflação (queda de preços) de 0,04%. A alta da taxa foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que teve inflação de 1,76% em março ante uma deflação de 0,19% em fevereiro. O Índice Nacional de Custo da Construção também teve alta, mas mais moderada, ao passar de 0,35% em fevereiro para 0,38% em março. Por outro lado, a inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,21% em fevereiro para 0,12% em março.



Confiança de serviços

O Índice de Confiança de Serviços do Brasil caiu com força em março, evidenciando o forte impacto da pandemia de Coronavírus sobre a saúde dos negócios e a queda nas expectativas, informou a FGV. O ICS caiu 11,6 pontos na comparação com o mês anterior, para 82,8 pontos, acumulando queda de 13,4 pontos no primeiro trimestre de 2020. Segundo a FGV, variação negativa do ICS impactou todos os 13 segmentos da pesquisa, com grande deterioração das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 5,0 pontos, a 85,2 pontos, terceira perda mensal consecutiva e menor nível desde dezembro de 2017. Já o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 18,1 pontos, para 80,8 pontos, menor leitura desde junho de 2016.



Moagem da cana-de-açúcar

As usinas da região Centro-Sul do país processaram 88% mais cana-de-açúcar na primeira quinzena de março em relação ao mesmo período do ano passado, apontam dados recém-divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Segundo o levantamento, a moagem nas unidades que concentram em torno de 90% da produção nacional foi de 2,99 milhões de toneladas, diante de 1,59 milhão registrado há um ano. Parte desse saldo contabilizou a produção das usinas que anteciparam a colheita em março. A safra 2020/2021 começa oficialmente no próximo mês. A expectativa é de que, até 15 de abril, 198 usinas estejam em operação, número 26% maior do que no mesmo período do ano passado.

Índice de sentimento

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 103,4 em fevereiro para 94,5 em março, registrando sua maior queda histórica em meio aos efeitos adversos da pandemia de coronavírus, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. Apesar do tombo inédito, o resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo maior do indicador, a 93. O dado de fevereiro foi ligeiramente revisado para baixo, de 103,5 no cálculo original. Apenas a confiança do consumidor caiu de -6,6 em fevereiro para -11,6 em março, confirmando estimativa prévia e em linha com a previsão de analistas, enquanto a da indústria diminuiu de -6,2 para -10,8 e a de serviços cedeu de +11,1 para -2,2, também neste caso uma queda recorde.

Continuar lendo