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Maçonaria

Civismo e patriotismo

Juntamente com setembro (Dia da Independência) e novembro (Proclamação da República e Dia da Bandeira), o mês de abril concentra uma quantidade relevante de dias especialmente dedicados à memória cívica nacional, aos principais símbolos nacionais e ao cultivo do patriotismo

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A MAÇONARIA E A IGREJA

Juntamente com setembro (Dia da Independência) e novembro (Proclamação da República e Dia da Bandeira), o mês de abril concentra uma quantidade relevante de dias especialmente dedicados à memória cívica nacional, aos principais símbolos nacionais e ao cultivo do patriotismo. A saber: 19 de abril marca o Dia do índio, homenagem à cultura indígena e às raízes do povo brasileiro. Eram os habitantes destas terras até a chegada, em 22 de abril de 1500, de Pedro Álvares Cabral e seu séquito de 1.300 portugueses, em 10 naus e 3 caravelas, ocorrendo o desembarque em 23 de abril. 

Quase 300 anos depois, conforme a história oficial, a contestação ao jugo lusitano alcançava um ápice violento em 21 de abril de 1792, com a execução de Tiradentes, fato e personagem que, verdadeiros ou não, passariam a ser símbolos de patriotismo a partir da República, com maior ênfase já no Séc. XX. E, por fim, em 7 de abril de 1831, abdicava o Imperador Pedro I, abrindo caminho para o reinado um tanto modernizador de Pedro II, e todos os acontecimentos a ele relacionados.

Civismo e patriotismo, porém, parecem ser hoje práticas e sentimentos em segundo plano, valendo mais como pretexto para “feriadões”, com honrosas exceções. Conforme expressava já em 2011 escritor maçônico mineiro Derly Halfeld Alves, “o canto do Hino Nacional, da Bandeira, da nossa Independência ou República, é relegado a plano inferior; nossa Bandeira só é cultuada, se assim posso me expressar, de quatro em quatro anos, por ocasião das copas mundiais de futebol (…).”

As causas o tempo e a ciência certamente irão revelar com maior grau de certeza, sendo por enquanto apenas possível especular que esse “quase esquecimento” da Pátria resulta tanto de uma longa desconstrução ideológica desses símbolos, na mídia e no ensino (que propositada e equivocadamente confunde identidade nacional com identidade governamental), quanto do interesse multinacional na globalização, que exalta um mundo sem Estados soberanos e sem fronteiras nacionais (por ora, afetada pela pandemia que rapidamente reergueu as fronteiras e por velhas questões geopolíticas e belicosas). 

Por definição, patriotismo é o sentimento de orgulho, amor, devolução e devoção à pátria, aos seus símbolos e ao seu povo. É razão do amor dos que querem servir o seu país e ser solidários com os seus compatriotas. E civismo são práticas assumidas como deveres fundamentais para a vida coletiva, visando preservar a sua harmonia e melhorar o bem-estar de todos, e consiste na dedicação pelo interesse público e pela política do país, fidelidade, paz ou honra em relação à pátria.

A Maçonaria é universal, mas não há, para o Maçom, nenhuma contradição entre pertencer a uma instituição disseminada e atuante em quase todos os países do mundo, e por outro lado viver intensamente o sentimento de patriotismo. De acordo com D.H. Alves, independentemente da procedência, “o estreitamento dos laços de amizade fraternal deve ser uma característica forte de nossa união.” (…) “A Maçonaria é universalmente praticada, acolhida e respeitado por onde se instale, mas não é desnacionalizante.” (…) “Unidade não é uniformidade”. 

É inafastável que a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade, e tem como princípios a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e como consequência, a fraternidade entre todas as nações. 

Contudo, “se a Ordem é universal, os Maçons, obviamente, não o são. São patriotas e praticam o patriotismo em cada Pátria, obedecendo aos mesmos princípios (…)”, assegura Alves, que cita Ronald de Carvalho: “a pátria é o lar de um povo; depois de nossos pais, que recebem o nosso primeiro grito, é o solo pátrio que recebe os nossos primeiros passos. Aquele que é capaz de amar e defender seu próprio lar, jamais poderá deixar de sentir no coração essa flama ardente de entusiasmo e de ideal puro que denominamos patriotismo.”

Com base na obra de Derly Halfeld Alves “Revelações Maçônicas”, e em informações de Dicionário Oxford Languages, wikipedia.com; gob-pr.org.br emundoeducacao.uol.com.br.

Responsável: Loja Maçônica Perseverança – Paranaguá – PR ([email protected])

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