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Maçonaria

Afinal, o que é “Maçonaria”?

Já vimos que a Maçonaria é uma instituição com séculos de existência, e que sobre ela sempre existiram mitos e desconfianças.

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A Maçonaria nos tempos primórdios

Já vimos que a Maçonaria é uma instituição com séculos de existência, e que sobre ela sempre existiram mitos e desconfianças. Na maior parte das vezes, a inverdade é decorrente da desinformação (desconhecimento), somada a invencionices alardeadas de má-fé por algum interessado em lucrar com a ignorância do povo, ou pregadas por quem, pessoa ou instituição, se vê ameaçado por princípios maçônicos como a defesa do livre pensamento, da igualdade e fraternidade entre os homens, da democracia e da legalidade.

Por muito tempo a obscuridade facilitou a ignorância, mas hoje o quase ilimitado acesso à informação proporcionado pela tecnologia coloca o conhecimento literalmente ao alcance das mãos de qualquer pessoa. Embora isso também facilite o lado sombrio representado pelas “fake news”, sem dúvida alguma possibilita desmistificar e esclarecer a Maçonaria de forma inédita e perante um público muito mais amplo, não se justificando mais manter a ignorância ou acreditar na má-fé. Neste sentido é que seguimos apresentando informações e esclarecimentos sobre a Ordem Maçônica, a partir da resposta para a questão “afinal, o que é Maçonaria?” 

A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, progressista e educativa.

É filosófica porque se preocupa com a essência, as propriedades e os efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

É filantrópica porque não busca obter lucro pessoal e nem de classe. Seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura promover a felicidade humana por meio da elevação espiritual e pela tranquilidade da consciência. 

É progressista porque, crendo na imortalidade e em um Princípio Criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E de forma alguma opõe obstáculos ao esforço em busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

E é educativa por constituir-se em um sistema permanente ensino, com instruções constantes e transmissão gradativa de todo o saber que embasa seus princípios e objetivos, visando o pleno desenvolvimento da humanidade. 

Seus princípios priorizam a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; a igualdade de direitos e de obrigações dos seres e grupos sem distinguir religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens (por sermos filhos do mesmo Criador) e consequentemente a fraternidade entre as nações.

A Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade, tendo como lema “Ciência, Justiça, Trabalho”. Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho como meio de os homens se dignificarem e se tornarem independentes economicamente. 

Tem como objetivo investigar a verdade, examinar a moral e praticar virtudes. Moral é a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres, e também a ciência com base no entendimento humano, a demonstração científica da consciência, que nos ensina os deveres e a razão do uso dos direitos. Com a moral incrustrada no mais profundo da alma, sente-se o triunfo da verdade e da justiça.

Virtude, por sua vez, é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento dos deveres perante a sociedade e a família, sem qualquer interesse pessoal. Quando se trata do cumprimento do dever, a virtude não retrocede.

A expressão “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família” é a maior síntese da fraternidade universal, e resume o entendimento maçônico quanto ao dever do homem: respeitar direitos, servir e proteger aos semelhantes. 

Com base em informações do GOB-PR.

Responsável: Loja Perseverança ([email protected]) – Jorn. Fernando Gerlach (DRT-PR n.º 2327)