conecte-se conosco

Maçonaria

A Maçonaria e a paz (1)

Diante de uma nova escalada da insensatez humana em nível mundial, desprezando a vida para priorizar ímpetos de falsa grandeza política, e trazendo de volta a terrível sombra da guerra, é oportuno neste momento refletirmos um pouco sobre “a paz”

Publicado

em

A ACÁCIA NA MAÇONARIA

Diante de uma nova escalada da insensatez humana em nível mundial, desprezando a vida para priorizar ímpetos de falsa grandeza política, e trazendo de volta a terrível sombra da guerra, é oportuno neste momento refletirmos um pouco sobre “a paz”. Desta forma, vamos reproduzir aqui, em duas partes, um artigo publicado em 2017 pelo Maçom Aníbal Silva, de Goiânia – GO, intitulado “A Maçonaria e a cultura da paz”, como se segue. 

“Calcada na mais pura e divinal filosofia, cuja história tem suas raízes nos sacrossantos ensinamentos cristãos, a Maçonaria desenvolve suas práticas no seu habitual silêncio, preparando o ser humano nos campos social, moral e espiritual (…). E diante disto, ela enceta insistente batalha pela liberdade dos povos, pela fraternidade, pela igualdade e pela paz, sempre lutando contra tudo que por meio da violência vem comprometer a boa convivência na face da terra.

Baseada também na Lei da evolução, como afirmou o ilustre maçom norte-americano, irmão Albert Galletin Pickei (sic), o espírito da Maçonaria, é antagônico à guerra. A sua tendência consiste em unir todos os homens em uma fraternidade, cujos laços devem necessariamente ser enfraquecidos por toda discussão. Por sua vez, o Ir. Albert Pickei (sic) defendeu com muita intransigência que a Maçonaria é a grande sociedade de paz no mundo. Onde quer que ela exista, luta por prevenir dificuldades e disputas internacionais e para ligar repúblicas, reinos e impérios entre si em um grande laço de paz e amizade entre os povos.

O vocábulo PAZ exprime a tranquilidade, o sossego, a concórdia, o entendimento e a harmonia que reina no seio da humanidade, seja nos governos ou na sociedade particulares. Ela é garantidora da boa convivência entre as pessoas e ausência de conflitos entre tendências. Daí poder dizer que a paz interior é a tranquilidade da consciência, assim como a beatitude é a paz do espírito tão indispensável à vida humana, permitindo assim que o homem se realize como ser criado à imagem e semelhança do Grande Arquiteto do Universo.

É importante definir a paz no sentido bíblico: um estado de espírito motivado pelo fato de estar tudo bem. É o “shalom” dos israelitas, que por sua vez é traduzida como felicidade material, prosperidade, segurança, saúde e, também, a felicidade espiritual. Esta última só existe se a pessoa estiver bem como o GADU, que nos disse: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. E Ele quer que os homens vivam em concórdia uns com os outros, quando através do apósto­lo Paulo, afirmou: “Seja vossa preocupação fazer o que é bom para todos os homens, procurando, se possível, viver em paz com todos, por quanto de vós depende”.

Como cristãos devemos nos conscientizarmos de que temos que buscar não só a paz pessoal, mas também a paz da coletividade em que vivemos, para que se realize na terra a profecia de Isaías para os tempos messiânicos: “Uma nação não levantará a espada contra a outra, e nem se aprenderá mais a fazer guerra”. E o grande filósofo, político e místico hindu, Mahatma Ghandi, com muita convicção afirmou: “Não existe caminho para a Paz; a Paz é o caminho”.

Na próxima semana, a continuação desta reflexão, que aproxima este assunto ainda mais de cada um de nós: “a paz começa em casa.”

Artigo de Anibal Silva, membro da Loja Maçônica “Paz Universal”, de Goiânia e da Academia Goiana Maçônica de Letras – A Maçonaria e a cultura da paz – Publicado em “Diário da Manhã” em 29.07.2017 – https://www.dm.com.br/opiniao/2017/06/maconaria-e-cultura-da-paz/

Responsável: Loja Maçônica Perseverança – Paranaguá – PR ([email protected])

Continuar lendo
Publicidade