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Educação com Ciência

Eu sou capaz de mudar? Plasticidade cerebral

O cérebro humano adulto representa, aproximadamente, 2% do peso corporal e gasta em média 30% das calorias diárias consumidas.

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O hábito por definição é o nosso modo de ser e, rotineiramente, estes hábitos são fortalecidos criando uma sequência linear de ações, que por repetições e mais repetições, tornam-se automáticos em nosso dia a dia. Por muitas vezes, esse automatismo nos leva à perpetuação de crenças: – “Faço isso porque aprendi assim” ou “ajo assim porque todo mundo faz de tal maneira”, no mais puro sentido da frase: “deixar a vida me levar”. No entanto, a racionalidade que nos diferencia dos demais animais, permite-nos refletir sobre a vida, sobre os comportamentos e, assim, mudar.

Contudo, não vejamos a rotina dos hábitos como algo inteiramente ruim. Nosso cérebro se beneficia dos comportamentos automáticos, através da economia de energia. Imagine só, se todos os dias, tivéssemos que reaprender ações básicas e corriqueiras, como o ato de escovar os dentes, por exemplo?! Seria desgastante, do ponto de vista energético.

O cérebro humano adulto representa, aproximadamente, 2% do peso corporal e gasta em média 30% das calorias diárias consumidas. Esta afirmação demonstra que toda ação humana, inclusive, o pensar e o aprender, consomem energia. Os seres vivos têm uma tendência natural em conservar energia, em fazer o que já é hábito, aquilo que é menos desgastante e, portanto, mais fáceis. Isso explica o fato das pessoas, normalmente, se acomodarem com as suas atitudes e comportamentos.

No cérebro, os comportamentos já aprendidos e repetidos cotidianamente possuem um caminho sináptico já formado, ou seja, caminhos que os neurônios formam ao se interligarem, através de possibilidades exploradas. Vamos a um exemplo, para melhor entender: O que é mais fácil trilhar? Um caminho já percorrido ou aquele que necessitamos desbastar o “matagal” e criar novas passagens? Pois é, contudo, somos capazes de aprender e mudar a cada dia, com cada nova situação.

A ideia de PLASTICIDADE SINÁPTICA é a capacidade de os neurônios criar novas rotas, fortalecer caminhos em resposta ao recorrente uso. A aprendizagem aumenta o número de caminhos sinápticos, moldando o cérebro e permitindo-o funcionar de maneira mais apropriada, a chamada: PLASTICIDADE CEREBRAL.

E, para promover novas aprendizagens e consequentemente a plasticidade cerebral, nada melhor que conhecer o novo, enfrentar desafios, expor-se a diferentes ambientes e estímulos.

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