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Cidadania e Segurança

Paraná se prepara para a terceira dose da vacinação

É fundamental reforçar a proteção.

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É fundamental reforçar a proteção. Por isso, apresentei na Alep um projeto de lei que coloca o Estado à frente com as diretrizes para iniciar a aplicação da dose extra.

Enquanto a vacinação avança no mundo e novas variantes do Coronavírus surgem, cresce o debate sobre a necessidade de uma terceira dose da vacina.

Cientistas avaliam a reação do sistema imunológico às mutações do vírus e buscam respostas sobre o reforço na proteção.

Por enquanto, ficou demonstrado que a dose extra é de extrema importância para pessoas imunodeprimidas – como pacientes oncológicos ou recém-transplantados.

Os Estados Unidos aprovaram semana passada a terceira dose para esse público. A França faz isso há meses. Israel, no entanto, está aplicando a dose adicional em todas as pessoas maiores de 60 anos e já estuda fazê-lo em todos acima de 40 anos. Em setembro, a mesma medida será adotada pelo Reino Unido, Alemanha e França.

Aqui no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na quarta-feira (18) que a terceira dose da vacina contra a Covid será aplicada, inicialmente, em idosos e profissionais da saúde. Ainda não há, entretanto, previsão do início da imunização. 

“Estamos planejando para que, no momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos os imunizantes. Para isso, nós precisamos de dados científicos, não vamos fazer isso baseado em opinião de especialista”, explicou o ministro.

A decisão foi anunciada após a Anvisa pedir estudos da Pfizer e AstraZeneca sobre a dose reforço. O Ministério da Saúde também encomendou um estudo para verificar a estratégia de terceira dose em pessoas que tomaram a CoronaVac.

Objetivo é identificar os dados que embasaram essa decisão da FDA.

A Pfizer começou os testes clínicos para verificar a segurança e eficácia da terceira dose em julho, com 10 mil voluntários no mundo, incluindo 885 brasileiros.

Um dos estudos, por exemplo, aponta que após a aplicação da segunda dose da Pfizer, a imunidade fica entre 95% a 100%, mas que após seis meses cai para 90% a 86%.

Paraná na frente

A decisão do Ministério acompanha a justificativa do projeto de lei que apresentei e que cria diretrizes para a aplicação da terceira dose no Paraná e está em trâmite na Assembleia Legislativa.

O Estado saiu na frente neste debate importante para reforçar a imunização. No caso dos profissionais de saúde, há o risco da exposição por estarem na linha de frente do combate à Covid, enquanto os idosos são os que possuem maiores chances de complicações decorrentes da contaminação.

É fundamental ampliar a proteção da vacina. Pela minha proposta, a pessoa deve apresentar exame de anticorpos, mostrando a baixa imunização conferida pelas duas primeiras doses e ainda um laudo médico recomendando mais uma aplicação.

Estudos

Esta semana começou em São Paulo um estudo inédito para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para quem tomou duas doses da CoronaVac.

A pesquisa envolve 1.200 voluntários e é conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os pesquisadores estão estudando os quatro imunizantes aplicados no Brasil: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen. Alguns voluntários vão receber uma dose adicional de uma vacina diferente daquela que ele já tomou antes. Outros vão receber uma terceira dose da CoronaVac. O objetivo é descobrir qual a proteção quando se cruza os imunizantes ou se mantém o mesmo na terceira dose.

Na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, a terceira dose já está confirmada para idosos no final do mês de agosto. Serão usados os imunizantes da AstraZeneca ou da Pfizer, independentemente da vacina recebida no primeiro esquema vacinal. Quem tomou a CoronaVac terá reforço, portanto, de um imunizante diferente.

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