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Francisco Tovar

Apesar da vida social e das opções de lazer, não havia eleições populares para prefeito em Paranaguá.

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Francisco Tovar

Apesar da vida social e das opções de lazer, não havia eleições populares para prefeito em Paranaguá. Mas isso não significava ausência de disputas políticas e ocorriam até abandonos de cargo, como em 32, quando Nascimento Junior assumiu a prefeitura interinamente. Naquele ano, ele também publicou sua versão sobre a origem da Cruz do Pica-Pau, antigo local de devoção dos parnanguaras que existiu na região da Praça João Gualberto e foi extinto em 1904, quando a prefeitura começou a urbanizar a área da Fonte Nova. Segundo Nascimento, um escravo matou um capataz naquele local em 1800 e o corpo foi encontrado de manhã apenas com alguns trocados no bolso, bastando para erguerem uma cruz que virou ponto de devoção popular.

Quando Nascimento escreveu seu conto, a antiga região da Fonte já estava aterrada, havia um campo de futebol e os belos prédios do Instituto de Educação e da Estação Ferroviária. Toda aquela área passava por um intenso processo de urbanização, assim como outras partes da cidade. Entretanto uma crise econômica e um chefe do Poder Executivo pouco habilidoso resultaram em disputa política. De acordo com o jornal curitibano e oposicionista “Correio do Paraná”, de meados de 1933, “a administração do sr. Francisco Tovar váe trazer para o Município os seus dias de maior decadência e de maior ruína” e se não houvesse a intervenção do governo estadual contra os desmandos do prefeito e a falta de empatia da classe comercial, “resvalaremos, sem remédio nem obstáculos, à plena derrota econômico-financeira”.

A situação de Francisco Tovar não estava boa, pois o advogado Dr. Roberto Barroso do Partido Liberal denunciou o prefeito por fraude eleitoral, acusando o chefe do Executivo de inflar a lista dos eleitores para garantir sua vitória.     

Alexandre Camargo de Sant’Ana

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