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Coluna do Guru

Serviço Geológico lança mapa online que permite visualizar áreas com riscos de desastres no Brasil

A partir do sistema de busca, é possível localizar informações sobre os municípios mapeados pelo Serviço Geológico do Brasil.

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A plataforma interativa reúne informações sobre áreas com alto e muito alto risco a deslizamentos de terra, inundações, enxurradas e queda de rochas, em mais de 1.600 municípios brasileiros. Elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o mapa on-line contém uma base repleta de dados, que pode ser utilizada por gestores nacionais, estaduais e municipais, como as defesas civis e centros de monitoramentos, além da comunidade acadêmica, empresas privadas e a sociedade.

Por intermédio do sistema de busca, o usuário pode localizar o município de seu interesse. Nos menus que se encontram no final do mapa, o internauta poderá filtrar e cruzar dados sobre os produtos cartográficos produzidos pela CPRM. Entre eles, destacam-se: Risco Geológico; Suscetibilidade e Perigo.

A ferramenta possui uma série de camadas, localizadas no canto inferior da página, onde é possível obter informações e cruzar dados sobre os mapeamentos feitos pela CPRM.

A ferramenta possui uma série de camadas, localizadas no canto inferior da página, onde é possível obter informações e cruzar dados sobre os mapeamentos feitos pela CPRM.

Ao clicar em uma determinada área aparecerá uma janela de visualização com informações sobre: município; tipo e classe do processo identificado pelos pesquisadores; data do mapeamento; nome do projeto; sugestão de intervenção; quantidade de setorizações; e quantidade de pessoas em risco.

De acordo com Julio Lana, geólogo e coordenador executivo da CPRM, a principal vantagem da plataforma é que o usuário consegue ver o dado em tempo real na Internet sem ter conhecimentos específicos sobre geoprocessamento. “O mapa on-line é interessante pois ele apresenta uma base consistida e única a partir de uma visão espacial da distribuição dos setores de risco no país inteiro”, acrescentou o pesquisador.

“Na própria plataforma ainda é possível extrair e fazer download de dados, além de adicionar shapefiles para cruzar informações desejadas”, destacou Sandra Silva, chefe da Divisão de Geologia Aplicada. Silva e Lana explicam que recentemente um cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizou o mapa on-line para interligar áreas de risco com uma região climatológica.

Outra possibilidade de uso é a opção de filtrar de forma ágil apenas uma determinada informação em nível estadual ou nacional. Exemplo: delimitar apenas as áreas em todo país com muito alto risco, reduzindo assim o tempo que seria necessário para baixar os dados e fazer a consistência das informações. Ou até mesmo saber se em locais onde possuem rodovias ou linhas de transmissão de energia elétrica apresentam baixa, média ou alta probabilidade de fenômenos danosos.

Desde 2011, a CPRM já mapeou 1601 municípios em 26 estados brasileiros quanto à risco alto e muito alto, realizando inclusive 142 revisitas. Já no que se refere à suscetibilidade dos fenômenos danosos foram elaboradas 492 cartas em 22 unidades da federação. Todas as publicações são enviadas para utilização das prefeituras e estão disponíveis no site (www.cprm.gov.br). Com base nestes mapeamentos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil, estima-se que mais de 4 milhões de pessoas vivem em áreas de risco.

O primeiro menu destaca as legendas para compreensão do mapa, confira o exemplo abaixo:

Clique aqui para acessar a plataforma.

Informações: Serviço Geológico do Brasil – CPRM

 

 

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