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Ciência e Saúde

Secretaria de Estado da Saúde alerta para vacinação contra febre amarela

O Diretor do Centro Estadual de Epidemiologia do Paraná, João Luis Crivellaro, esclareceu todas as questões envolvendo a morte dos macacos nesta semana em Antonina

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Nesta semana, macacos da espécie bugio foram encontrados mortos na região do município de Antonina com suspeita de febre amarela. A Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), com biólogos e médicos veterinários, foi acionada para apurar a causa da morte. No entanto, somente dentro de 10 dias pode ser confirmada ou descartada a causa por febre amarela. Enquanto isso, o alerta da Sesa é para que a população procure se vacinar contra a doença que já atingiu o Estado vizinho de São Paulo.

O diretor do Centro Estadual de Epidemiologia do Paraná, João Luis Crivellaro, esteve em Paranaguá na tarde de quarta-feira e prestou esclarecimentos sobre a situação. “Assim que soubemos, descemos com uma equipe de campo para que a gente colete o material. Foi coletado o material de dois macacos, sendo levado para Curitiba para que seja feito o exame. Os resultados devem sair em mais ou menos 10 dias”, disse Crivellaro.

O profissional salientou que não se trata de uma campanha de vacinação, mas uma mobilização. “Não podemos só ficar esperando durante esses 10 dias, temos que pedir para as pessoas do litoral, principalmente Antonina, Guaraqueçaba e Morretes, que tomem a vacina. Não existe uma campanha, mas uma mobilização para tomar a dose. É isso que queremos esclarecer a população, para que fique protegida de uma doença que, se pegar, é muito complicado porque o número de óbitos é muito grande”, alertou Crivellaro.

As ações de prevenção contra a febre amarela têm ocorrido desde 2017 pelo Estado do Paraná. “Não só na região de Paranaguá, em todo o litoral, bem como na região metropolitana de Curitiba. São estratégias para que a gente possa ter uma boa cobertura vacinal e diminuir o risco de febre amarela”, destacou Crivellaro.

QUEM PODE TOMAR A VACINA

O alerta é para que os moradores que ainda não tomaram a vacina em nenhum momento da vida procurem pela dose na unidade de saúde mais próxima de sua casa. “Esta vacina é aplicada desde os nove meses de idade até 59 anos, 11 meses e 29 dias. Se você tiver o comprovante ou a carteira de vacinação desta dose, você está protegido. Hoje, o esquema de vacinação desta doença é de apenas uma dose. O que nos preocupa são aquelas pessoas que não sabem, que desconhecem se já tomaram. Essas devem ir até a unidade de saúde, onde vão olhar no sistema de informação para comprovar se tomaram a vacina. Se não estiver no sistema, aplicaremos uma dose”, explicou Crivellaro.

O diretor da Sesa afirmou que as unidades de saúde do litoral estão abastecidas. “Há doses suficientes para atender não só Paranaguá e o litoral, como toda a região e o Estado todo. O importante é procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa. Na dúvida se já tomou ou não, o mais indicado é procurar a sua unidade de saúde”, frisou Civellaro.

Para gestantes, a orientação é para não tomar a vacina da febre amarela. “Toda vacina há indicação e contraindicação, no caso de febre amarela, no período que ainda não temos nenhum surto e epidemia, está contraindicado para gestantes. Portanto, esperem. Hoje, gestantes não tomam a vacina”, ressaltou Crivellaro.

A região Sul do País tem a recomendação do Ministério da Saúde para tomar a dose contra febre amarela. “Vacinar é um ato de amor, todas as pessoas que forem viajar, forem para regiões de mata, áreas onde há rios, calhas de rios e vegetação, para ecoturismo ou passeios têm que estar protegidas. Não só no caso de Paranaguá e sim a todos que moram no Estado do Paraná. Se forem a outras áreas como São Paulo e Rio de Janeiro, também têm que tomar a vacina. Não percam essa oportunidade”, destacou. 

ORIENTAÇÃO

Moradores que residem em área rural e encontrarem animais mortos devem comunicar imediatamente o achado à Secretaria de Saúde do seu município, que comunicará a Regional de Saúde. “A partir disso tomamos as devidas providências. Já fizemos capacitação dos profissionais para que saibam coletar o material e isso é muito importante. As secretarias de Saúde precisam saber para que a gente consiga coletar o material em tempo, ou seja, o quanto antes melhor. Isso nos dá uma garantia de saber se o resultado será positivo ou negativo”, afirmou Crivellaro.

Vale lembrar que os macacos não oferecem risco à população. “Quando macacos começam a aparecer mortos, isso é um sinal de alerta. Eles podem morrer por outros tipos de doença, mas dentro deste caso, quando não há circulação do vetor, isso para nós é extremamente importante. Se encontrarem algum bugio não matem, pois ele não transmite a doença. Precisamos monitorar, controlar, para que possamos ter segurança, para que o Estado do Paraná não tenha febre amarela. Se tiver, vamos comunicar. Cuidado com notícias falsas”, recomendou Crivellaro.

Causa da morte de macacos em Antonina deve sair em 10 dias. (foto: divulgação Sesa)

Saúde investiga morte de macacos no litoral

Uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde está em Antonina, no litoral, para investigar o local em que foram encontrados três macacos mortos e uma carcaça mais antiga, diante da possibilidade de que os animais tenham morrido por causa da febre amarela.

Ainda não se pode afirmar se eles morreram por causa da doença. Os técnicos colheram material para fazer os exames necessários e enviaram as amostras para a Fiocruz/Paraná. Em função do pedido de urgência na identificação da causa da morte dos animais, acredita-se que os resultados possam estar prontos em uma semana.

A Secretaria da Saúde já havia feito alerta sobre a iminência da ocorrência de casos de febre amarela na região, por ser muito próxima da divisa com o Estado de São Paulo. O Estado vizinho já registrou casos da doença, inclusive com mortes.

“Agora, o importante é convocar a população para tomar a vacina, disponível em todas as unidades de saúde do Paraná”, destaca o superintendente interino de Vigilância em Saúde, João Luís Crivellaro.

Segundo ele, o alerta já era extensivo a quase todo Estado. As outras regiões já tinham recomendação de vacina. Agora, entraram os municípios das Regionais de Curitiba e de Paranaguá, por causa da ocorrência da febre amarela em São Paulo.
De acordo com a médica veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental de Saúde, a Secretaria da Saúde também entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental e Turismo, recomendando o controle total dos parques e áreas de mata próximas a Antonina e em todo o litoral.

Ela reforça que só podem entrar na mata pessoas que foram vacinadas. No caso de agravamento da situação, a recomendação é de fechamento dos parques.

NÃO SE DEVE MATAR MACACOS
 
A médica veterinária também alerta a população para que não mate os macacos, uma vez que os animais não transmitem a febre amarela. Ao contrário, eles servem de aliados, já que a morte deles é um importante sinalizador para a existência do mosquito com o vírus transmissor.

A desinformação já levou pessoas a matarem macacos em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Os macacos são tão vítimas da doença quanto os seres humanos”, disse Ivana. Ela acrescenta que em áreas de mata, o vírus é transmitido pelos mosquitos haemagogus e sabethes, que vivem nas copas das árvores e preferem o sangue dos macacos. Entretanto, quando esses animais são mortos, as fêmeas vão em busca de sangue humano.

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