A rotina do médico Matheus Toffoli está longe de acontecer apenas dentro de um consultório. Integrante do Programa Mais Médicos, ele divide sua atuação entre uma unidade de saúde no continente e as comunidades insulares de Paranaguá, onde presta atendimento a moradores que vivem em algumas das regiões mais afastadas do município.
Três vezes por semana, o profissional embarca rumo às ilhas para garantir assistência médica à população. Nos outros dois dias, realiza atendimentos na unidade de saúde da cidade, acompanhando os pacientes das comunidades marítimas que necessitam de cuidados no continente.

“Atuo pelo Programa Mais Médicos e divido minha carga de trabalho entre as comunidades marítimas de Paranaguá e uma unidade de saúde no continente. Três vezes por semana realizamos atendimentos nas ilhas e, nos outros dois dias, atendemos na cidade essa mesma população”, explicou o médico Matheus Toffoli, pós-graduado em Medicina da Família e Comunidade.
A missão de levar saúde às ilhas conta com o trabalho integrado de uma equipe multiprofissional. Além do médico, participam dos atendimentos a enfermeira Viviane, os técnicos de enfermagem Charderlei e Michele. Em cada comunidade, o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde é considerado indispensável: Márcia, Márcia, Karina, Ágatha, Dariele, Giselda, Ana Paula e a supervisora da unidade Jhenifer.

“Nossa equipe é composta por um médico, um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem. Em cada comunidade contamos ainda com o apoio fundamental do Agente Comunitário de Saúde. Ele mora na própria ilha e auxilia na organização das consultas, acompanhamento dos pacientes e identificação das principais demandas de saúde”, destacou.
O deslocamento até as localidades atendidas começa logo cedo. A equipe parte da Unidade Básica de Saúde Gabriel de Lara, localizada na antiga maternidade de Paranaguá, e segue até a marina para embarcar em direção às comunidades.

“Os deslocamentos começam no Gabriel de Lara, de onde seguimos até a marina para embarcar rumo às comunidades. Atendemos Ponta de Ubá, São Miguel, Piaçaguera, Amparo, Teixeira, Eufrasina e Europinha”, relatou.
Embora as distâncias não sejam consideradas extremamente longas, o clima é um fator que influencia diretamente o trabalho da equipe. “As condições climáticas influenciam muito o nosso trabalho. Em alguns dias, o tempo pode dificultar ou até impedir os deslocamentos. Quando isso acontece, realizamos os atendimentos no Gabriel de Lara”, explicou.
Cada dia de atendimento é dedicado a uma comunidade diferente, permitindo que os moradores tenham acesso regular aos serviços de saúde. A estrutura disponível também varia de acordo com cada localidade.

“Algumas ilhas possuem Unidade Básica de Saúde. Em outras, os atendimentos são realizados em espaços adaptados, como igrejas ou escolas. O importante é garantir que a população tenha acesso aos cuidados de saúde”, afirma.
O trabalho realizado vai muito além das consultas médicas tradicionais. Nas ilhas, a equipe acompanha pacientes de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, além de gestantes e pessoas com doenças crônicas. “Atendemos pacientes de todas as faixas etárias, desde recém-nascidos até idosos. Fazemos o acompanhamento de gestantes, pacientes com doenças crônicas e também atendemos demandas agudas que surgem no dia a dia”, contou o médico.
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Segundo Matheus, a medicina exercida nas comunidades insulares têm um caráter profundamente humano e próximo da realidade das famílias. “O trabalho vai muito além da consulta médica. Envolve promoção da saúde, prevenção de doenças, vacinação, acompanhamento familiar e a construção de um vínculo próximo com a comunidade”, ressalta.
A convivência frequente com os moradores permite conhecer de perto as necessidades de cada localidade e fortalece a confiança entre profissionais e pacientes. “É uma experiência que mostra, na prática, a importância de levar assistência médica onde as pessoas vivem, respeitando as particularidades de cada localidade e garantindo que o acesso à saúde chegue também às populações mais afastadas dos grandes centros”, destacou.

Mais do que uma profissão, o trabalho nas ilhas se tornou uma missão que o médico abraçou com entusiasmo e dedicação. “E eu amo fazer isso”, afirmou Matheus Toffoli.





