Juristas e pesquisadores de Curitiba atuarão como Observadores Eleitorais Internacionais nas eleições presidenciais de Portugal, marcadas para o domingo, 18 de janeiro de 2026. O grupo integra a delegação brasileira que acompanhará o processo eleitoral português, considerado um dos mais acirrados da história recente do país europeu.
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A coordenação dos pesquisadores curitibanos está a cargo de um parnanguara. É o advogado e professor Luiz Gustavo de Andrade, diretor da Escola Paranaense de Direito e vice-presidente da Conferência da América Latina de Organismos Eleitorais da Transparência Eleitoral. Além dele, integram a comitiva de Curitiba os pesquisadores Guilherme Isfer Garcia (advogado), Larissa França (assessora do Ministério Público de Contas do Paraná), Letícia Coradim (advogada) e Luslayra Valichi (advogada), todos vinculados à Escola Paranaense de Direito.

Segundo Luiz Gustavo de Andrade, a participação brasileira reforça o intercâmbio institucional e acadêmico entre os países. “É uma honra estar coordenando o grupo de pesquisadores de Curitiba que integrará a Missão e que se unirá a juízes, servidores públicos e professores, de São Paulo, Brasília, Mato Grosso do Sul e Ceará, na delegação brasileira de Observação Internacional das eleições portuguesas. A expectativa é bastante positiva, em especial porque há praticamente empate técnico entre cinco candidatos que disputam a presidência, o que pode levar a um segundo turno, ou segunda volta, como eles chamam por lá. Missões como esta permitem que tragamos experiências voltadas a fortalecer o nosso próprio sistema eleitoral”, afirmou.
Na delegação brasileira há ainda dois desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, servidores da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, além de professores e pesquisadores de São Paulo e do Ceará, entre outros representantes.

Portugal adota o sistema de semi-presidencialismo, no qual o presidente da República exerce o papel de chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro atua como chefe de Governo. O cenário eleitoral de 2026 chama atenção pelo equilíbrio entre os concorrentes, com cinco candidatos tecnicamente empatados nas pesquisas, o que pode levar a um segundo turno.
O advogado Guilherme Isfer Garcia também destacou a relevância técnica da missão. “É uma satisfação integrar a comitiva de observadores brasileiros que acompanhará as eleições em Portugal. Participar da cobertura dessa acirrada ‘campanha a Belém’ representa uma oportunidade técnica ímpar para o aprofundamento no sistema eleitoral lusitano. O grupo, composto por profissionais de alta qualificação técnica e liderado pelo Professor Luiz Gustavo de Andrade, reafirma o compromisso com o intercâmbio jurídico e a transparência democrática entre as nações”, ressaltou.
A delegação brasileira de Observadores Eleitorais se unirá oficialmente à missão em Portugal no dia 15 de janeiro. O grupo atuará em conjunto com autoridades eleitorais, especialistas, acadêmicos e agentes públicos da Argentina, Itália, Espanha e Estados Unidos, reforçando o caráter internacional e plural da observação do processo democrático português.





