Quem tem cães dentro de casa sabe que os eles se sentem felizes quando expostos a ambientes em que possam correr, se divertir e ainda se refrescar. Um destes locais preferidos, no verão, são as praias, mas a ação de levar o animalzinho à beira-mar esbarra em legislações municipais que proíbem a presença de qualquer animal nas areias ou dentro da água do mar.
Em Matinhos, o veterinário Takashi Yotsumoto reafirmou a existência de uma lei que proíbe a presença de cães na praia. Os motivos são a possibilidade de ocorrer a transmissão de doenças e a maior segurança dos banhistas. “Sabemos que se trata de uma situação bastante polêmica, mas é o que a lei diz. Neste ano, por exemplo, houve a reclamação de um banhista que se sentiu incomodado com a presença de um cachorro na areia. Fomos informados e buscamos notificar a pessoa”, disse.
No entanto, o próprio veterinário fez questão de dizer que os riscos de haver uma transmissão de doenças é quase nula quando o animal é vacinado e desverminado. “Mesmo assim, sabemos que a presença de um cachorro, por exemplo, pode trazer desconforto ou insegurança para quem vai à praia. Por isso, a nossa recomendação é que seja respeitada a legislação vigente”, declarou.
Daniele adora andar com Aira pelo calçadão e se diz a favor de mudanças nas leis
Assim como em Matinhos, nas demais cidades costeiras do litoral a presença de animais, como cães e gatos, é proibida quando o assunto é a praia. Na Ilha do Mel, por exemplo, a entrada de animais é totalmente proibida por se tratar de uma área protegida, onde a preservação de espécies silvestres, ninhos de pássaros e répteis é fundamental.
A jovem Daniele Valentin é favorável à presença de animais circulando pela praia, porém, ela relata que o cão precisa ser bem cuidado e não representar riscos para quem estiver na areia ou no mar. “Levo sempre a minha Aira para passear e ela adora, mas ficamos impossibilitadas de um banho de mar juntas devido às restrições. No entanto, penso que seria ideal uma espécie de cadastro sanitário para que o animal, o qual comprovadamente esteja bem de saúde, possa aproveitar a praia e assim se refrescar”, explanou.