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Verão

Afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças no Brasil

8.º Grupamento registrou, no litoral, queda de 170 para 153 casos na temporada

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A ONG Criança Segura, organização que promove campanhas de prevenção de acidentes com o público infantil, afirma que no Brasil os afogamentos são a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos. O 8.º Grupamento de Bombeiros, que atua no litoral do Paraná, forneceu dados importantes quanto ao número de afogamentos com crianças na região e forneceu dicas para protegê-las durante a Operação Verão.

O alerta vale para chamar a atenção de pais e responsáveis, principalmente durante o verão, quando os casos são mais facilmente observados. O litoral do Paraná intensificou o trabalho nas praias, com mais postos de guarda-vidas para evitar que tais ocorrências possam vitimar crianças e adultos.

Guaratuba teve 45 casos de afogamentos com crianças de 0 a 14 anos nesta Operação Verão

NÚMERO DE AFOGAMENTOS

Na última Operação Verão, entre 20 de dezembro de 2018 e 12 de janeiro de 2019, o Corpo de Bombeiros registrou 170 afogamentos envolvendo crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos. Sendo que a maior parte dos casos aconteceu com pessoas na faixa etária entre 10 e 14 anos (132 afogamentos).

Comparando com o mesmo período deste ano da Operação Verão, considerando as datas de 20 de dezembro de 2019 a 12 de janeiro de 2020, o índice apresentou uma queda, de 170 para 153 crianças afogadas.

O município com maior número de afogamentos de crianças nesta Operação Verão, até o dia 12 de janeiro, foi Matinhos, com 71 registros. Sendo a maior parte deles envolvendo crianças e adolescentes de 10 a 14 anos (58), seguido da faixa etária de cinco a nove anos (10 afogados), até um ano (2) e de um a quatro anos (um caso).

No mesmo período, Guaratuba teve 45 casos de afogamentos com crianças de 0 a 14 anos, Pontal registrou 34, Morretes teve três e Paranaguá nenhum.

Segundo a oficial de Comunicação Social do 8.º Grupamento de Bombeiros, tenente Virgínia Turra, a causa dos afogamentos está relacionada à falta de supervisão dos responsáveis adultos, além de ser fundamental procurar por locais protegidos por guarda-vidas.

O uso de boias deve ser monitorado, pois não são equipamentos de segurança. “Elas ajudam a criança a manter-se na superfície para brincar na água, mas não substituem a presença de um adulto, que deve estar há, no máximo, um braço de distância da criança, com a atenção toda voltada a ela”, destacou a tenente Turra.

COMO REDUZIR OS ÍNDICES

Para reduzir o número de afogamentos é essencial que as pessoas busquem uma atitude responsável nas praias e piscinas.

“Sempre buscar locais protegidos por guarda-vidas, observando as crianças constantemente. Fatores de distração, como celulares, por exemplo, devem ser evitados. Ensinar as crianças a nadar é muito importante, porém também não substitui a presença do responsável junto com a criança na água. Confiar apenas na natação e discernimento dos pequenos já se provou ineficaz, conforme pesquisas realizadas na Austrália”, evidenciou a tenente Turra.

LIGUE 193

Ao perceber que uma criança está se afogando, seja em rio, mar ou piscina, a tenente explicou que o primeiro passo é chamar o socorro especializado. “Ligue 193 ou acene para os guarda-vidas mais próximos. Na sequência, tendo a certeza que o profissional está a caminho, a pessoa pode fornecer algo que flutue à criança que está se debatendo, oferecendo boias, isopores, pranchinhas, garrafas de plástico vazias e outros, para acalmá-la e mantê-la na superfície. Porém, sem entrar na água, se possível, ou entrando até uma área segura”, destacou a tenente Turra.

A recomendação visa a resguardar a vida do adulto, para que ele possa efetivamente salvar e não se tornar mais uma vítima. “Vale principalmente para crianças maiores ou que se encontrem em áreas muito profundas, com água acima da linha da cintura do adulto. Para os bem pequenos, quando o local ‘dá pé’ para o responsável, este pode entrar para retirá-lo, se sentir que há segurança, de preferência com apoio de um flutuante. Só tente nadar ‘rebocando’ a vítima se tiver treinamento, pois isso é desgastante e pode acabar com suas energias. Se conseguir permanecer apenas fornecendo flutuação, faça e aguarde pelo socorro”, disse a tenente do Corpo de Bombeiros.

Vídeo educativo do Corpo de Bombeiros com medidas de prevenção de afogamentos nas praias:

[videoyoutube]pDtU5-X8Tsg[/videoyoutube]

 

Mensagem do Comandante do 8.º Grupamento de Bombeiros (8.º GB), Major Jonas Emmanuel Benghi Pinto: 

[videoyoutube]1RVFYs7a-ik[/videoyoutube]

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