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Semeando Esperança

Festa da Santíssima Trindade: viver em comunhão

As religiões todas, ao longo dos séculos, procuram aprofundar o mistério de Deus, buscando uma linguagem apropriada para falar dele, revelar quem ele é.

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As religiões todas, ao longo dos séculos, procuram aprofundar o mistério de Deus, buscando uma linguagem apropriada para falar dele, revelar quem ele é. Também nós, cristãos, fazemos isso. Grandes teólogos ajudaram e ajudam na reflexão sobre Deus. Concílios Ecumênicos, isto é, reunião de bispos de todas as regiões da Igreja, definiram o que cremos a respeito do nosso Deus. Com os Concílios de Nicéia (ano 325) e de Constantinopla (ano 381), temos a Profissão de Fé chamada Credo niceno-constantinopolitano. Um esforço gigantesco é necessário para garantir a pureza da fé.

Contudo, falar “de Deus” é pouco, se não houver uma atitude de reverência que acompanhe e ajude a pessoa a falar “com Deus”, a experimentar a comunhão com Ele; reverência que nos é assegurada pela Oração ou Liturgia. Para exemplificar: os judeus e os cristãos cultivam esta comunhão pela oração dos Salmos, rezados ao longo do dia (comunidades de monges e de monjas se reúnem sete vezes cada dia para rezá-los); muçulmanos, tradicionalmente, são chamados à oração pelo convite vindo do alto das torres de suas mesquitas cinco vezes ao dia. E, assim, cada religião tem o seu próprio ciclo de oração.

Na Igreja Católica, este primeiro domingo após a festa de Pentecostes é o Domingo da Santíssima Trindade. O grande Apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas (Gl 4,4-6), ensina que Deus Pai enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, para que nós fôssemos seus filhos e filhas. E a prova de que somos filhos “é o fato de que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: Abba, Pai!” Amparada por essa fé, a Igreja reza: “Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da Verdade e o Espírito Santificador, revelastes o vosso inefável mistério”. Deus se revelou como Pai e Filho e Espírito Santo: a Santíssima Trindade. Nele fomos batizados: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.” Nossa oração é dirigida ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. A Ele adoramos: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém”.

A festa da Santíssima Trindade pode inspirar o nosso estilo de vida. Toda sociedade, por menor que seja, como a família, requer a experiência da comunhão, a qual inclui o respeito ao diferente e também a sua acolhida. Ela é remédio eficaz contra a crescente onda de intolerância social e religiosa. Além disso, a autenticidade da comunhão com Deus revela-se em ajuda concreta às pessoas necessitadas: “Deus é amor”.

Enfim, recordo Santo Agostinho que, após 16 anos escrevendo sobre a Santíssima Trindade, consciente de suas limitações para “falar de Deus”, terminou sua obra “falando a Deus”, isto é, rezando: “Portanto, quando chegarmos a tua presença, cessará o muito que dissemos, mas muito nos ficará por dizer e tu permanecerás só, tudo em todos (1 Cor 15,28), e então eternamente cantaremos um só cântico, louvando-te em um só movimento, em ti estreitamente unidos. Senhor, único Deus, Deus Trindade, tudo o que disse de ti nestes livros de ti vem. Reconheçam-no os teus, e se algo há de meu, perdoa-me e perdoem-me os teus. Amém”.

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