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Semeando Esperança

Estamos em boas mãos!

E ninguém pode arrancá-las de sua mão. Elas, porém, ao vê-lo pregado na cruz e morto.

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Este domingo, o 4.º da Páscoa, cujo evangelho é João 10, 27-30, ajuda-nos a compreender quem é aquele que por nós morreu, foi sepultado e ressuscitou. Ele, Jesus, é o Bom Pastor; deu a vida por suas ovelhas. E ninguém pode arrancá-las de sua mão. Elas, porém, ao vê-lo pregado na cruz e morto, se dispersaram, pois o pastor tinha sido ferido (Mc 14, 27; Zc 13,7). Por sua ressurreição dentre os mortos, porém, ele próprio as reuniu novamente. Na cruz, suas mãos pregadas no lenho pareciam impotentes. Contudo, ao revelar-se vivo, ressuscitado, elas são mãos gloriosas, iluminadas, cheias de vida, de vida doada; não mais ensanguentadas e feridas.

“Ninguém vai arrancá-las de minha mão”. Na bíblia, a “mão” indica força, poder, capacidade de agir. Assim, Jesus age para defender suas ovelhas – aqueles que são seus –, libertá-las e lhes dar a vida, vida eterna. E elas jamais se perderão! Ele não se apresenta como quem se preocupa com a vida das pessoas; vida digna e feliz para todos. Como o Pai do céu, ele é cheio de misericórdia, está sempre procurando a ovelha perdida.

Somos, pois, convidados – é decisão, não imposição – a descobrir Jesus como nosso “Bom Pastor” e a sentir que estamos seguros sob sua mão: “As minhas ovelhas escutam a minha voz”. Isso é o fundamental: ouvir a voz de Jesus. E a ouvimos quando, em comunidade ou pessoalmente, lemos e meditamos a sua Palavra, especialmente, ousaria dizer, os textos dos quatro Evangelhos. Ela, a Palavra, conduz à fé em Jesus Cristo, torna-nos seus seguidores: “ouvem a minha voz” e “me seguem”. Pela fé, Cristo se torna o centro de nossas vidas, como aconteceu com o jovem Francisco de Assis, que se deixou transformar pela Palavra de Deus. Ao ouvir, escreve Tomás de Celano, “que os discípulos de Cristo não devem possuir ouro, nem prata, nem dinheiro, não devem trazer sacola, nem pão, nem cajado para o caminho, não devem ter vários pares de calçado, nem duas túnicas, (…) logo exclamou, transbordando de Espírito Santo: Com todo o coração isto quero, isto peço, isto anseio realizar!”.

Estamos em boas mãos! Então, que tal, pessoalmente ou de modo organizado, cada dia estender nossas mãos para os que delas mais necessitam? Como os vários setores de nossa Cidade e também as igrejas, unidas, podemos agir para que as pessoas sejam mais felizes, sintam-se menos desamparadas e possam viver mais protegidas contra o mal e o sofrimento? Acredito que, se nos deixarmos guiar pela compaixão, poderemos lutar contra tudo o que faz as pessoas sofrerem e se sentirem desamparadas. Por nossas mãos, elas poderão se sentir amadas, protegidas, cuidadas.

Enfim, minha saudação carinhosa a todas as mães que estendem suas mãos para cuidar de seus filhos, bem como aos filhos e filhas que, por sua vez, estendem suas mãos e cuidam de suas mães, marcadas pela velhice ou pela doença. Feliz Dia das Mães!

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