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Bispo fala sobre a importância dos fiéis participarem ativamente das celebrações da Semana Santa

17 de abril de 2019

Bispo da Diocese de Paranaguá, dom Edmar Peron, fala deste período especial para a Igreja Católica

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Após a abertura da Semana Santa, celebrada no domingo, 14, com a Procissão de Ramos, no Centro Histórico de Paranaguá, e a Santa Missa com o evangelho da Paixão e Morte de Jesus Cristo, na Catedral Diocesana Nossa Senhora do Rosário, o bispo d Diocese de Paranaguá, dom Edmar Peron, responde algumas questões sobre este período especial para a Igreja Católica. 

Bispo celebrou a Missa de Domingo de Ramos na Catedral Diocesana de Paranaguá

Foto: Catedral Diocesana de Paranaguá

PASCOM: Por que a Semana Santa é aberta com uma caminhada, bênção de Ramos e a narrativa da Paixão?

Dom Edmar: Essa tradição da Igreja tem suas raízes nos textos do Novo Testamento. Os quatro Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João – apresentam Jesus entrando em Jerusalém, montado em um jumentinho e sendo aclamado pelo povo, que agitava seus ramos e gritava: “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Assim, a Igreja, por uma tradição que foi se difundindo a partir das comunidades cristãs de Jerusalém, abre a Semana Santa com uma jubilosa procissão em honra de Cristo, rei-redentor. Contudo, aquele que foi aclamado “Bendito” logo depois foi rejeitado: “Crucifica-o”. Por isso, na missa, o Evangelho anunciado é o relato da Paixão do Senhor. O hino a Cristo, no início da Carta de são Paulo aos Filipenses, 2,6-11, usado na Liturgia da Palavra deste dia, sintetiza essa dupla dimensão do seu mistério pascal: o rebaixamento e a exaltação.

PASCOM: A semana Santa tem uma série de celebrações e atividades, o cristão deve participar em todas?

Dom Edmar: Normalmente, em nossas famílias, ninguém fica de fora de uma festa importante, preparada com antecedência. Parece-me estranho, pois, que a família de Deus, durante a Quaresma, preparasse a Festa da Páscoa, mas dela não participasse. Nesse caso, não falaria de “dever” mas, sim, de “direito” de todos mergulharmos mais profundamente na salvação, celebrando o Tríduo Pascal, que nos coloca em comunhão com Cristo, apresentado a nós como o Crucificado, o Sepultado, o Ressuscitado. Para celebrar tal mistério pascal – único e, ao mesmo tempo, tríplice – a Igreja tem várias celebrações e atos de piedade: Missa da Ceia do Senhor (quando se realiza o Lava-Pés) e Adoração do Santíssimo Sacramento (noite da Quinta-Feira Santa); Celebração da Paixão do Senhor e Via-Sacra (Sexta-Feira Santa), Orações durante o dia em memória do Senhor Sepultado (Liturgia das Horas, Sábado Santo de manhã); Vigília Pascal (no início do Domingo, isto é, no sábado à noite, pois quando chega a noite, o sábado termina e tem início o Domingo); Missas do Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor. É como se fossem dias de um grande e solene retiro espiritual, acessível a todos pela participação atenta, ativa e consciente na Liturgia, no jejum e na abstinência.

PASCOM: O Papa Francisco, os cardeais, os bispos, enfim, todos os sacerdotes celebram todas as etapas da Semana Santa e a Páscoa da Ressureição. Como é esta Semana sob o ponto de vista do sacerdote Edmar Peron?

Dom Edmar: Quando eu era criança, muitas vezes fui levar comida (almoço) para o meu pai que estava na roça, trabalhando desde o clarear do dia. Quando chegava lá, eu me sentava perto dele e podia descansar à sombra de alguma pequena árvore e ficávamos conversando. Depois, refeito pela água da moringa e a conversa, voltava feliz para casa. Assim é celebrar a Liturgia desses dias da Páscoa: refazer junto de Deus e com os irmãos e irmãs, as forças que vão se gastando ao longo do caminho. E, então, retomar, feliz, minha vida e missão.

PASCOM: Poderia nos deixar uma mensagem para ajudar a viver bem as celebrações da Semana Santa e da Páscoa?

Dom Edmar: Em primeiro lugar, é preciso desejar seguir de perto os passos de Jesus. Para que isso aconteça, precisamos ouvir com atenção as leituras da Palavra de Deus – que nesses dias são muitas e longas! – e participar sem pressa das celebrações. Depois, continuar o empenho na oração pessoal, no jejum e na esmola. Acima de tudo, crer na Ressurreição de Cristo e na nossa, na vitória da vida, alegrando-nos com toda pessoa e grupo que defenda a vida, seja na família ou na sociedade, na qual as políticas públicas deveriam garantir vida para todos os cidadãos.

 

CELEBRAÇÕES

Dom Edmar Peron celebra na Catedral Nossa Senhora do Rosário, em Paranaguá, nos seguintes horários:

Quarta-feira, 17, às 19h30 – Missa do Crisma – Missa da Unidade, quando os Padres renovam os seus compromissos sacerdotais e são abençoados os Óleos do Batismo e dos Enfermos e consagrado o Óleo do Crisma.

 

Tríduo Pascal

Quinta-Feira Santa, 18, às 19h30 – Missa da Ceia do Senhor (com o Lava-Pés).

Sexta-Feira Santa, 19, às 15h – Celebração da Paixão do Senhor: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Em seguida, procissão do Senhor morto. 20h - Acompanhar a encenação da Paixão de Cristo na Praça da Fé.

Sábado Santo, 20, às 7h, Oração da Manhã. À noite, 19h30, Vigília Pascal (Liturgia da Luz, da Palavra, da renovação das Promessas do Batismo e Eucaristia).

Domingo de Páscoa, 21, às 10h – Missa da Páscoa na Ressurreição do Senhor, a ser realizada na Catedral Diocesana de Paranaguá.

Sexta-feira, às 20h, acontece a encenação da Paixão de Cristo na Praça da Fé

 

Com informações da Pascom Diocese de Paranaguá

 

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