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Polícia

PF prende membros de máfia italiana que podem estar ligados ao tráfico de cocaína em Paranaguá

O grupo criminoso controlaria cerca de 40% dos envios globais de cocaína, sendo o principal importador de cocaína para a Europa (Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil)

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Operação Barão Invisível prendeu dois italianos, pai e filho, acusados de integrar braço da máfia na América do Sul

Na manhã de segunda-feira, 8, a Polícia Federal (PF) cumpriu com mandados de prisão contra dois membros da máfia italiana. Nicola Assisi e seu filho são acusados de integrar o braço da máfia italiana na América do Sul que possui o nome de “Ndrangheta”. A operação, nomeada de Barão Invisível, foi deflagrada pela PF em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo. Os dois possíveis membros da máfia foram presos em uma cobertura de edifício de alto padrão no litoral paulista, em Praia Grande – SP, em um imóvel que contava com amplo monitoramento de segurança na área externa, com câmera de 360.º.

De origem na região de Calábria, no sul da Itália, o grupo mafioso controlaria cerca de 40% dos envios globais de cocaína, sendo o principal importador de cocaína para a Europa. Os dois membros da máfia estaria foragidos desde 2014, com passagens pela Argentina e Portugal.

"Um dos presos já tem condenação por tráfico e associação para tráfico de drogas na Itália (com pena fixada em 14 anos de prisão). Eles ocupavam ao menos três apartamentos na cobertura de prédio de alto padrão na Praia Grande, litoral paulista. A polícia encontrou com os suspeitos duas pistolas, dinheiro em espécie e veículos. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol, em cooperação com o Escritório da Direção Central para os Serviços Antidrogas, da Itália no Brasil", informa a Agência Brasil, órgão de comunicação do Governo Federal.

A dupla segue presa no Brasil em local não divulgado pelas autoridades, devido à alta periculosidade dos acusados. Eles aguardam a extradição para responder pelos crimes na Itália.

LIGAÇÃO COM O NARCOTRÁFICO EM PARANAGUÁ

Até agora, em 2019, Receita Federal apreendeu 7,5 toneladas de cocaína que iriam aos portos da Europa. O volume de droga pode estar ligado à ação criminosa da máfia italiana

A PF acredita que a ação da máfia e dos dois acusados estava interligada com o aumento da apreensão de cocaína no Porto de Paranaguá. Somente em 2019, 7,5 toneladas do entorpecente foram apreendidas no terminal portuário parnanguara pela Alfândega da Receita Federal, sendo que a última apreensão aconteceu na sexta-feira, 5, quando os agentes encontraram 300 quilos de cocaína que caíram de um contêiner no Porto.

 A suspeita se reforça pelo fato de que o volume alto de droga apreendida sempre possuía como destino a Europa, na maioria das vezes através dos portos de Rotterdam, na Holanda, e de Antuérpia, na Bélgica, rota que pode ter sido viabilizada através da ação da máfia da Itália. Segundo a PF, todo o entorpecente apreendido será confrontado com a organização criminosa para apurar a ligação com o crime de tráfico internacional de drogas e o aumento das apreensões em 2019, não só no Porto de Paranaguá, como em outros portos do Brasil.

 

*Com informações da EBC.

 

 

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