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Polícia

Filipino participa de reconstituição de feminicídio no Rocio

Residência foi utilizada para a reconstituição do crime de acordo com o relato do principal suspeito do feminicídio, o filipino Rodney Aribal Carvajal

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No início da noite de quarta-feira, 15, a Polícia Civil, através da 1.ª Subdivisão Policial (1.ª SDP) de Paranaguá, realizou a reconstituição do feminicídio de Cláudia Helena Gaspar, de 39 anos, assassinada brutalmente em março deste ano em sua residência no bairro Rocio.

A residência, que agora está alugada por outro morador, foi utilizada para a reconstituição do crime de acordo com o relato do principal suspeito do feminicídio, o filipino Rodney Aribal Carvajal, que está preso na 1.ª SDP desde março. Ele estava de passagem por Paranaguá como tripulante do navio MV Star Lygra, quando ocorreu o crime.

Equipes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Grupo de Diligências Especiais (GDE) fizeram o transporte do suspeito ao local do crime e isolaram a residência no Rocio.

Além do delegado-chefe da 1.ª SDP, Rogério Martin de Castro, e o delegado-adjunto operacional, Nilson Diniz, participaram da reconstituição representantes do Ministério Público do Paraná (MPPR), responsável pela acusação, e os advogados de defesa do filipino. Um intérprete foi responsável pela comunicação com Rodney Aribal, que não fala português.

DELEGADO EXPLICA DETALHES

"Uma diligência importante para que nós façamos a verificação se há realmente há veraicidade na versão passada pelo suspeito do fato, vamos ver se é uma versão viável e comparar com as demais versões com as quais a Polícia Civil e o MP trabalha. Importante frisar que a intenção da gente é comprovar se de fato ele foi autor do crime ou não. Ninguém está aqui para acusar ninguém. O que temos que colocar neste momento os elementos de quem foi o autor deste crime tão bárbaro que assolou o município e é isto que está sendo realizado agora", explica o delegado-adjunto operacional da Polícia Civil, Nilson Diniz. 

"É importante, pois só com a reprodução simulada dos fatos é que se pode observar se é viável determina versão de investigado ou testemunha. Com participação do Ministério Público a diligência ganha legitimidade, pois é o órgão acusatório, é o que vai defender a acusação estatal. É importante que este trabalho esteja sendo realizado pela Polícia Civil e pelo MPPR", completa.

DEFESA

O advogado de Defesa, Giordano Sadday Vilarinho Reinert, se manifestou sobre a reconstituição ocorrida ontem.

“Eu aguardava que a reconstituição fosse feita bem antes para poder elucidar alguns pontos obscuros dessa história, que são bastante conflitantes, inclusive com a versão da apresentada pelo acusado estrangeiro”, declara. “Mas agora com a participação maciça da Polícia Civil, liderada pelo delegado Diniz, inclusive com o acompanhamento do Ministério Público do Paraná, acredito que tudo será melhor esclarecido. O que nós queremos é que não haja nenhuma injustiça em ver um inocente preso e talvez em relação á própria memória da vítima, na possibilidade de existir ou outro ou outros autores desse crime”, destaca.

O advogado disse ainda que o próprio acusado revelou que duas outras pessoas estariam envolvidas no crime.

A reconstituição será utilizada para a continuidade da investigação do caso.

ENTENDA O CASO

A Polícia Militar foi acionada na noite de 20 de março deste ano, por volta das 21h30, para dar atendimento à ocorrência de um assassinato, ocorrido dentro de uma residência localizada no Rocio. Os policiais encontraram no local o corpo de uma mulher, ensanguentado e sem roupas, assassinada durante a madrugada. Cláudia era garçonete e trabalhava em uma casa noturna nas imediações do bairro.

O Instituto de Criminalística realizou a perícia no interior do imóvel e encontrou uma carteira com os documentos em nome do filipino. Os policiais entraram em contato com a agência responsável pelos tripulantes de navios que estavam atracados no Porto de Paranaguá e no navio encontraram uma bermuda e uma camisa suja de sangue na cabine do suspeito. Desde então, ele está preso e é o principal suspeito do feminicídio, que ainda está sendo investigado pelas autoridades.

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