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Polícia

Filho de empresário assassinado em Paranaguá é acusado de envolvimento no crime, afirma PCPR

Crime ocorrido na Vila Divineia chocou Paranaguá na sexta-feira, 20

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Delegado Nilson Diniz explica indícios que fizeram com que ele fosse preso em flagrante em seu testemunho na delegacia após provas e relato do executor

Um assassinato chocou Paranaguá na sexta-feira, 20. Geovane Charles Alcala, de 47 anos, foi morto a tiros de arma de fogo por Rafael Anderson Kubiak da Veiga, de 21 anos, na Vila Divineia, em Paranaguá, na manhã do mesmo dia. Durante a tarde, o autor foi preso pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) poucas horas após o crime escondido no forro do quarto onde aconteceu o assassinato em um sobrado na Rua Florinda Carlos Cardoso. Uma multidão de tomou a frente do local onde o indivíduo foi preso e demorou vários minutos para ser levado à viatura e, posteriormente, à 1.ª Subdivisão Policial (1.ª SDP) da Polícia Civil do Paraná (PCPR). O caso emblemático acabou com a notícia por parte da Polícia Civil de que o filho da vítima, de nome Luiz Felipe Alcala, de 24 anos, estaria envolvido no assassinato do própro pai. 

Segundo informações preliminares, pela manhã o filho da vítima supostamente teria sido rendido na casa na Vila Divineia pelo autor do homicídio. Posteriormente o acusado adentrou a casa e, por circunstâncias ainda não apuradas, acabou assassinando o empresário dentro da residência, que inclusive conta com um forte esquema de segurança, com câmeras de monitoramento e cerca. A PMPR foi até o local do crime, onde o corpo da vítima foi recolhido posteriormente pelo IML. Após isso, os agentes perceberam que o autor estava ainda dentro da casa.

Durante a tarde, na prisão do suspeito, em um primeiro momento, o acusado conversou com os policiais militares e deu sua versão do crime junto a familiares. Por volta das 17h30, ele foi levado à viatura da ROTAM. O sargento Freitas, da ROTAM da PMPR, contou um pouco da operação, ressaltando que o acusado já teria passagens pela polícia e estaria escondido ao lado de uma caixa d'água no forro da casa. "Ele foi pego. Estava na casa o tempo todo", afirma o policial.

Segundo informações preliminares, a arma usada pelo assassino estava dentro de um cômodo da casa e seria pertencente à própria vítima. Ainda há muitas informações controversas quanto ao crime. "Por ética não posso dar mais detalhes", informou o sargento Freitas. "Graças a Deus tivemos êxito na localização do autor", comentou.

PCPR DESTACA QUE FILHO DA VÍTIMA É ACUSADO DE ENVOLVIMENTO

Geovane Charles Alcala, de 47 anos, foi morto a tiros de arma de fogo por Rafael Anderson Kubiak da Veiga, de 21 anos, na Vila Divineia (Foto: Facebook)

Questionado sobre a acusação do envolvimento do filho da vítima no homicídio, o delegado adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão Policial (1.ª SDP) de Paranaguá da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Nilson Diniz, foi enfático: "Confirmo. Diante de todos os elementos que foram coletados, onde foram ouvidas várias testemunhas, nesse momento posso indicar que há indícios de que ele tenha envolvimento neste crime. O próprio autor, no momento de sua prisão ele já menciona aos policiais militares no local do fato que o Luiz Felipe teria pedido que ele matasse o Geovane", afirmou o delegado adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão Policial (1.ª SDP) de Paranaguá da Polícia Civil do Paraná (PMPR), ressaltando que este foi o primeiro indício do envolvimento de Luiz Felipe no caso.

De acordo com o delegado, na 1.ª SDP, com oitivas das testemunhas, apuração dos fatos e início do inquérito, se entendeu que haviam indícios suficientes de autoria do crime por parte do filho da vítima. "No momento de sua oitiva, com todos esses elementos, eu dei voz de prisão em flagrante para a prática do homicídio do próprio pai", destaca Diniz.

Segundo Nilson Diniz, havia troca de mensagens no celular de Luiz junto ao autor do assassinato. "No primeiro momento o Luiz Felipe afirma que viu o autor fugindo do local do crime e aponta para onde ele teria fugido e esse autor nunca fugiu da residência, tanto que ele foi encontrado no forro da suíte da vítima", explica, ressaltando que com isso várias equipes policiais foram para as ruas de forma desnecessária pelo autor estar na casa.

"Mesmo com o pai caído, morto no chão, com ferimentos de arma de fogo, ele não desce para ver o pai. Ele permanece no andar superior no mesmo andar aonde se encontrava o autor do delito", destaca o delegado. "O terceiro, e principal dos elementos, é o próprio celular do executor. Quando ele se encontrava no forro ele mandou diversas mensagens de texto ao Luiz Felipe pedindo se tinha como tirar ele de lá. Como ele não tinha crédito ele fica mandando as mensagens a cobrar. E o Luiz, não chegamos a constatar se recebeu as mensagens, mas em determinado momento o autor do delito pede para uma terceira pessoa ligar para o Luiz Felipe e pedir para ele ligar de volta. Isso tudo foi registrado no telefone do executor", afirma Diniz.

"Diante de todos os elementos que foram coletados, onde foram ouvidas várias testemunhas, nesse momento posso indicar que há indícios de que ele tenha envolvimento neste crime", afirma o delegado Nilson Diniz

De acordo com o delegado, na manhã do crime, o filho da vítima e o executor do homicídio estiveram juntos, sendo que teriam se encontrando em um trevo na Avenida Ayrton Senna e o levado para algum local. "Como é que ele havia o deixado em um local e logo em seguida ele estaria cometendo um homicídio na casa do Luiz Felipe se se encontrava com ele? São questões que trazem perplexidade e sugerem a autoria do delito", afirma Diniz. 

Por fim, o delegado da PCPR afirma que no momento do interrogatório o filho da vítima se manifestou pelo desejo de ficar calado. "Ou seja, no momento em que ele exerce ao direito ao silêncio dele era o momento que ele poderia exercer o direito de sua defesa e ele decidiu abrir mão disso", finaliza Nilson Diniz.

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