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Polícia

Escrivão é preso acusado de atrapalhar investigação em caso de estelionato no litoral

O delegado Marcelo Lemos de Oliveira é responsável pela investigação.

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Na quinta-feira, 21, a Divisão de Combate à Corrupção (DCCO), realizou a prisão de um escrivão da Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Curitiba suspeito de atrapalhar a investigação dos golpes de falso aluguel de imóveis ocorridos no litoral do Paraná nos últimos meses. Ele está sendo acusado de corrupção e violação de sigilo, visto que, de acordo com a investigação, ele repassava informações policiais da investigação para uma família suspeita de ser golpista em Guaratuba e região.

De acordo com a Polícia Civil, assim que percebeu algo errado na investigação, realizou uma apuração aprofundada do caso, quando chegou até o nome do servidor público. O delegado Marcelo Lemos de Oliveira, responsável pela investigação, afirma que no final de dezembro supostas vítimas descobriram quem era a golpista e foram até a casa dela, porém a suspeita não estava, mas um dos filhos da mesma estava. Ele acabou agredido no local. "Ele foi agredido por supostas vítimas e foi encaminhado à Delegacia, na Operação Verão, foi então que este escrivão conheceu o filho da golpista e foram iniciados os contatos", explica.

Segundo Lemos, após este primeiro contato entre a família golpista e o escrivão, a PCPR percebeu que estava havendo vazamentos na investigação. "Conforme a investigação foi avançando houver situações irregulares que o delegado da investigação apontou e percebeu o que estava acontecendo. Restou comprovado pelo menos até esta fase de investigação que ele estava passando informações aos golpistas. O tipo de vantagem que ele estaria recebendo está sendo apurado", ressalta o delegado, destacando que o sistema de onde eram retiradas as informações da investigação era acessível apenas a servidores da Polícia Civil.

"A investigação versa sobre vazamento de informações que estavam ocorrendo durante a tramitação da investigação, que envolve a questão de golpes com estelionatários no litoral. A investigação mostrou até a semana passada de que estavam sendo repassadas algumas informações às pessoas que estavam sendo investigadas", afirma o delegado. Segundo ele, ainda está sendo apurado de forma mais detalhada de que tipo de vantagem ou valor financeiro era repassado ao escrivão. O nome do agente não pode ser divulgado pela Polícia Civil no momento da investigação, pois a investigação está ocorrendo sob sigilo de Justiça com provas que ainda estão sendo recolhidas.

PRESO ESTÁ EM CURITIBA E MANDADO DE PRISÃO PREVENTIVA FOI EXPEDIDO EM GUARATUBA

"A Polícia Civil está dando sua resposta que não compactua com desvio de função, este é o segundo policial preso no ano e no momento oportuno será revelado o nome até por questão de a publicidade ter um caráter pedagógico perante a Polícia Civil", destaca o delegado Marcelo de Oliveira. "O escrivão preso é experiente, tinha 10 anos de carreira", detalha. O servidor preso está na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículo em Curitiba que possui uma ala específica para receber policiais.

"A prisão é preventiva decretada pela Justiça de Guaratuba. Isso revela que há consistências das provas recolhidas na investigação", explica, ressaltando que o escrivão segue recebendo sua remuneração, no entanto passará agora por procedimento disciplinar que será instaurado quando encerrada a investigação na esfera criminal. "A legislação estabelece que o acusado tem direito ao contraditório e ampla defesa, conforme o devido processo legal", ressalta. Por fim, segundo o delegado, o servidor preso estaria atuando em Guaratuba na Operação Verão, no entanto ele trabalhava na Região Metropolitana de Curitiba.

A mulher que coordenava os golpes do falso aluguel no litoral já está presa, de acordo com a PCPR.

SOBRE O GOLPE DO FALSO ALUGUEL

O golpe de falso aluguel está sendo amplamente executado no litoral nesta temporada de verão 2018/2019, principalmente nos municípios de Guaratuba e Matinhos. O crime é realizado por estelionatários que, por meio de anúncios falsos nas redes sociais, ou contatos telefônicos e pessoais, exigem um valor antecipado para aluguel de imóvel nas praias que jamais é concretizado. Uma golpista presa em fevereiro acusada do crime chegou a lucrar mais de R$ 400 mil ilicitamente, enganando mais de 30 vítimas na região.

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