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Meio Ambiente

Mico-leão-da-cara-preta é espécie nativa da Ilha de Superagui

Animal foi descoberto só em 1989, sendo uma das quatro presentes em todo o País. (foto: Carlos Margraf)

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Além de belezas naturais exuberantes e natureza conservada, o Parque Nacional do Superagui é a casa de diversos animais. O mais emblemático deles é o mico-leão-da-cara-preta, que só existe no parque e foi descoberto em 1989. Além disso, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ainda vivem na região outras espécies ameaçadas de extinção, como o papagaio-da-cara-roxa ou chauá, a suçuarana (onça parda) e o bugio.

A bióloga Guadalupe Vivekananda foi chefe por 13 anos do Parque Nacional do Superagui e explicou por que a espécie demorou para ser descoberta. “Antigamente, como era difícil chegar à Ilha, porque muitas pessoas ainda não tinham barcos mais potentes, a região ficou meio esquecida. E isso depois foi bom, porque conhecendo melhor a área, foi encontrada uma espécie nova de mico-leão. Até então, existiam três espécies, o mico-leão-dourado no Rio de Janeiro, o mico-leão-de-cara-dourada na Bahia e o mico-leão-preto em São Paulo. Em 1989, data que culminou com a criação do parque, foi encontrada uma nova espécie, o mico-leão-da-cara-preta, a mais rara e que habita o ambiente mais natural”, contou Guadalupe.

Região do Parque Nacional abriga ninhos de papagaio-de-cara-roxa (foto: SPVS)

NOVAS PESQUISAS

Uma equipe de pesquisadores se propôs a estudar mais a espécie endêmica no Paraná para colher mais informações sobre o mico-leão e também evitar sua extinção. “Atualmente, estamos tentando monitorar o mico-leão-da-cara-preta, porque ele ficou muitos anos sem estudo. Logo depois que ele foi descoberto, foi estudado por dez anos para tentar descobrir o que eles comem, como se comportam, porque é necessário ter algumas espécies em cativeiro no caso de uma catástrofe. Agora, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza está apoiando nosso projeto, quem está à frente é a SPVS, com o intuito de monitorar para saber como eles estão, muito em função do vírus da febre amarela, que está rondando a região”, ressaltou Guadalupe.

Segundo a bióloga, mesmo quando o parque era uma península, havia ambientes muito preservados e, por isso, é uma das áreas mais pesquisadas do Brasil. “As espécies mais conhecidas são o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-da-cara-roxa, que também é monitorado e melhorou o estado de conservação de acordo com uma pesquisa da SPVS”, afirmou Guadalupe.

Além desses dois animais ícones, o mico-leão e o papagaio-da-cara-roxa, a região abriga ainda espécies de anfíbios, insetos e o jacaré-de-papo-amarelo.

Conheça mais sobre a biodiversidade do Parque Nacional do Superagui no vídeo produzido pelo portal “O Eco”:

 

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