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154 anos da Batalha Naval do Riachuelo será celebrado na terça-feira, 11

07 de junho de 2019

Quadro “Combate Naval do Riachuelo”, óleo sobre tela do pintor Victor Meirelles (1832-1903), retrata o conflito fluvial no Rio Paraná ocorrido em 1865 (Fotografia: Marinha do Brasil)

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A Marinha do Brasil celebra, no dia 11 de junho, os 154 anos da Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida no Rio Paraná nas proximidades da foz do Arroio Riachuelo, em 1865, e determinante na vitória dos países aliados (Brasil, Argentina e Uruguai) na Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai (1864-1870). A Batalha Naval do Riachuelo foi o primeiro e decisivo conflito fluvial entre a Esquadra brasileira e a paraguaia. A vitória brasileira, sob o Comando do Chefe-de-Divisão Francisco Manuel Barroso da Silva (depois Barão do Amazonas), deu aos países aliados o controle do Rio Paraná, principal via de comércio do Paraguai, o que impediu o País vizinho de reforçar-se para a guerra e contribuiu para vitória dos aliados.

A Força Naval brasileira estava próxima à cidade de Corrientes, na Argentina, bloqueando a passagem de navios paraguaios pelo Rio Paraná. Solano López, ditador paraguaio, resolveu atacar a Esquadra Brasileira de surpresa, o que gerou a batalha fluvial. Após um primeiro combate de artilharia, a Força Naval paraguaia abrigou-se junto à foz do Riachuelo, onde havia sido instalada uma armadilha com uma bateria de canhões em terra, na barranca de Santa Catarina. Apesar do cenário adverso, o Almirante Barroso determinou que, em manobra ousada, a Fragata Amazonas fosse lançada contra as embarcações paraguaias, a fim de destruí-las. A manobra deu certo e houve o afundamento de oito barcos, quatro navios e quatro chatas (barco de fundo chato, sem propulsão, com canhões na linha d´água). O restante das embarcações paraguaias fugiu.

Desde então, a Marinha do Brasil celebra todos os anos os feitos heróicos daqueles homens que defenderam o País. A Batalha Naval do Riachuelo tornou-se Data Magna. O Almirante Joaquim Marques Lisboa, depois Marquês de Tamandaré e o comandante das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Governo do Paraguai, tornou-se Patrono da Marinha. O Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias tornaram-se heróis pela bravura demonstrada no combate.

OS SINAIS DE BARROSO

Durante a Batalha Naval do Riachuelo, o Almirante Barroso içou numerosos sinais através de bandeiras no mastro da Fragata Amazonas para transmitir ordens aos demais comandantes brasileiros. Dois deles ficaram especialmente célebres: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”; e “Sustentar o fogo que a vitória é nossa”.

CPPR promove torneio de futsal em comemoração à Batalha Naval do Riachuelo

A Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) promoverá entre os dias 10 e 13 de junho o “Torneio de Futsal Almirante Barroso” em comemoração à Batalha Naval do Riachuelo. Participarão equipes da Polícia Federal, Polícia Militar do Paraná, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Paranaguá e Guarda Municipal de Paranaguá, além da equipe anfitriã. Os vencedores receberão troféus e medalhas. O objetivo é gerar integração entre os participantes e reforçar os laços institucionais entre as organizações públicas da cidade.

Os jogos acontecerão na Quadra Esportiva do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Paranaguá-PR, na Rua Domingos Peneda, 947, bairro Estradinha. No dia 10, a competição acontece entre as 17h e 20h e de 21h às 22h. No dia 12, das 13h às 19h e das 20h às 22h. Já no dia 13, os jogos ocorrerão entre as 20h e 22h. A entrada é franca e toda a população de Paranaguá está convidada a prestigiar o evento.

Da Assessoria da Capitania


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