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Litoral

Duas crianças morreram por afogamentos em piscinas no litoral neste verão

Dois casos de morte por afogamento em piscinas em Guaratuba em Morretes neste verão acendem alerta de pais e responsáveis sobre necessidade contínua de atenção e de ações de prevenção (Foto: Ilustração)

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Tenente do Corpo de Bombeiros destaca cuidados necessários por pais e responsáveis para evitar afogamentos 

Dois casos de morte de crianças por afogamento em piscinas chocaram a população litorânea e turistas nesta temporada de verão 2018/2019. O óbito mais recente foi de um menino de dois anos na área rural de Morretes, na terça-feira, 15. O menino estava em uma piscina da casa da família, mesmo após atendimento e tentativa contínua de reanimação pelo Corpo de Bombeiros do Paraná e deslocamento ao Hospital Municipal de Morretes, um pouco antes da tentativa de transporte da vítima pelo helicóptero Falcão 01 para o Hospital Regional do Litoral (HRL), a criança veio a óbito. 

A outra morte ocorreu no dia 28 de dezembro de 2018, em Guaratuba, no Balneário Nereidas, quando outro menino de dois anos faleceu após ter ficado submerso por 30 minutos na piscina na residência dos seus familiares, com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Paraná (PMPR) socorrendo a vítima e apoio do helicóptero Falcão 03 para deslocamento até a base no município, porém sem sucesso na reanimação e óbito confirmado da criança, mesmo após horas de tentativa de reanimação pelos militares.

De acordo com a 2.º Tenente do Corpo de Bombeiros do Paraná, Ana Paula Inácio de Oliveira Zanlorenzzi, responsável pela Comunicação Social do Corpo de Bombeiros na Operação Verão 2018/2019, ambos os óbitos de crianças de dois anos por afogamento em Guaratuba e Morretes aconteceram na piscina, porém não pode ser afirmado com exatidão o que teria causado estes afogamentos. Entretanto, segundo ela, a principal prevenção nesses casos é sempre a supervisão constante dos pais e responsáveis. 

“Crianças são muito ágeis e curiosas, não têm a noção do perigo e também, na maioria das vezes, não possuem destreza para fugir de uma situação de risco, como um afogamento, por exemplo. Ensinar a criança a nadar desde pequenininha é, com certeza, um método bastante importante para que ela tenha essa ambientação com a água e possa ter resposta, caso necessário, mas, ratificando: nada substitui a supervisão constante dos pais, seja em piscina, no mar ou em rios. Crianças podem se afogar em baldes d’água e mesmo vasos sanitários, por isso a importância da vigilância constante”, afirma a tenente Ana Paula. 

Segundo Corpo de Bombeiros do Paraná, supervisão e acompanhamento de crianças em piscinas deves ser contínuos e obrigatórios por parte de pais e responsáveis (Foto: Ilustração)

De acordo com ela, em qualquer ambiente aquático os pais ou responsáveis devem ter suas crianças sob constante vigilância, deixando-as a uma distância de no máximo um braço para que, em caso de necessidade, possam atuar rapidamente. “Colocar barreiras de proteção em piscinas é também uma forma de evitar que a criança caia na água e se afogue. Independente de ‘parecer tranquilo’, qualquer ambiente aquático requer muita cautela”, complementa a tenente. acrescentando que podem existir grades nas piscinas, entretanto o portão de acesso estar aberto, assim como caso houver proteção sobre a água, a criança pode cair num vão e ficar submersa.

“Ou seja, nada substitui a vigilância constante dos pais ou responsáveis”, explica. “Estando na praia, banhar-se sempre em faixa protegida por guarda-vidas, e estando em piscinas atentar sempre para a segurança e supervisão”, complementa.

51% DAS MORTES EM PISCINAS SÃO DE CRIANÇAS DE 1 A 9 ANOS

A tenente Ana Paula afirma que, de acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), 51% das mortes na faixa etária de 1 a 9 anos de idade ocorrem em piscinas e residências. “O afogamento ocorre de forma rápida e qualquer segundo faz muita diferença para que a vítima possa ser atendida rapidamente, evitando-se sequelas e mesmo a morte”, acrescenta. 

“Caso ocorra um incidente em meio líquido, deve-se procurar imediatamente o socorro especializado, seja no Posto de Guarda-Vidas ou seja via ligação para o 193. Nesse primeiro atendimento, a pessoa que estiver com a vítima será orientada sobre como proceder naquela situação”, finaliza a tenente do Corpo de Bombeiros. 

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