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Ano Novo 2022

Jornalista ressalta vitória contra leucemia e transplante de medula óssea em 2022

Osvaldo Capetta travou luta contra a doença com apoio de familiares, amigos e campanha da imprensa parnanguara

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A pandemia foi difícil para todas as pessoas e exigiu uma batalha interna e externa com as medidas preventivas à Covid-19, bem como para manter a saúde mental em tempos de notícias tristes e preocupantes. Para Osvaldo Capetta, jornalista e servidor da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Paranaguá, os dias atuais foram de ainda mais dificuldade, mas também de esperança e superação, com o diagnóstico positivo de leucemia entre o fim de 2020 e início de 2021, mas também de tratamento da doença e anúncio recente de doadores compatíveis para o transplante de medula óssea em 2022, ocasionando um Ano Novo ainda mais especial para ele e toda a sua família.

“Receber o diagnóstico da leucemia parecia para mim o fim da minha existência, eu sinceramente, no primeiro momento quando recebi a notícia e na situação tão complicada que eu estava da minha saúde, eu achei que ia morrer. Primeiro, porque a leucemia tem um peso muito grande na história da minha família, meu avô, há 45 anos morreu de leucemia e uma prima minha, em 1994, há 27 anos, também morreu desta doença. Para mim receber o diagnóstico foi uma sentença de morte naquele momento, para mim foi muito pesado, fiquei dias sem dormir, só chorava”, explica Osvaldo.

“Estou muito feliz, radiante, com a perspectiva de que 2022 será um ano maravilhoso, só com coisas boas que vão acontecer”, explica Osvaldo, destacando que a luta continua para cumprir etapas para efetuar o transplante

Após saber da doença, o jornalista anunciou publicamente o diagnóstico e tratamento, algo que gerou uma onda de positividade de amigos e familiares na recuperação dele. “Eu sabia que ia ser formar uma corrente positiva para o meu lado, também. Usei isso ao meu favor. Quando informei recebi uma avalanche de solidariedade, foi e é muito bonito até hoje todo o apoio que eu recebo”, explica. Capetta ainda destaca que foi imprescindível o apoio dado a ele pela esposa Laís e as filhas Lavínia e Luísa. “Tive apoio de muitas pessoas próximas. Do meu irmão Denni, da minha mãe Odete, da minha sogra, meu pai, o Osvaldo e a esposa dele, a Cláudia, o meu irmão Daniel que me dá suporte”, salienta.

Imprensa e conscientização sobre importância da doação

“A gente vai tentando se segurar como pode. Foi um primeiro impacto muito pesado. Todo mundo ficou muito abalado, mas a gente tem que respirar. Tem uma rede de solidariedade que se formou dos amigos, familiares e da imprensa de Paranaguá, que eu não posso esquecer. Foi muito bonito, eu fiquei muito tocado quando a Secom, em parceria com toda a imprensa de Paranaguá, todos os veículos ajudaram de alguma forma, naquela campanha de conscientização sobre a importância de doar órgãos, sangue em primeiro lugar e doar a medula óssea. Quem doa sangue pode se declarar um doador de medula óssea”, salienta, destacando a gratidão a todos os profissionais, familiares e amigos. “Eu falo para minha esposa que tenho que agradecer infinitamente, quero ver o tempo que vou ter que gastar quando isso tudo passar para agradecer todas essas pessoas”, completa.

Osvaldo ressalta seu agradecimento imenso a Deus e todos os amigos, colegas de profissão e pessoas que conheceu durante a vida, desde vizinhos a fontes que teve entre entrevistados na vida jornalística, e emanaram energia positiva. “Se formou essa corrente enorme e graças a Deus estou aqui hoje para contar essa história. Só gratidão mesmo. Passei por um momento de total desespero para ser inundado por esperança. É isso que eu tenho hoje. Eu sou um vencedor. Eu faço hoje um tratamento em um hospital muito procurado por pacientes oncológicos, no Evangélico Mackenzie, em Curitiba, com uma clínica deles onde eu faço os procedimentos. Lá eu encontro muitas pessoas de todo o Paraná e eu vejo, muitas vezes, que o meu problema é pequeno perto dos outros. Pessoas de muito mais idade lutando, muitos deles não é o primeiro câncer que está enfrentando, então só lições que acabamos tirando e o que vem na mente é gratidão”, explica. “É viver um dia de cada vez, estar grato ao dia de hoje”, acrescenta.

Pandemia

O jornalista afirma que em todo o processo ainda ocorreu a pandemia, destacando que, quando ele foi internado, a situação no hospital parecia de guerra. “Você está em uma condição de saúde nada favorável. É uma doença grave com a qual você está lutando e tem todo o estresse que todo mundo foi acometido com a Covid-19. Isso exigiu muito cuidado, graças a Deus eu não contraí a doença, mas a minha esposa contraiu, passou pertinho, mas graças a Deus tomamos muito cuidado. No hospital, na fase inicial, teve muita hospitalização e eu tomei muito cuidado, o pessoal do hospital foi maravilhoso, ficou em cima e frisando todos os cuidados. Não pude ter visitas, algo que complica, deixa mais doído, mas tiramos de letra. Foi triste e pesado acompanhar a rotina do hospital, dos profissionais da saúde que estavam muito estressados com aquele momento”, ressalta.

“Passamos por isso bem. Estou vacinado com as três doses, agora é esperar a quarta dose que foi liberada esta semana para imunossuprimidos e, graças a Deus, bem. Só lamentando a questão psicológica a qual todos passamos e as mortes de pessoas conhecidas e amigos que infelizmente se foram e não tivemos a oportunidade de uma despedida digna. Lógico que eu jamais poderia me aproximar, ninguém poderia se aproximar, foi uma pena, infelizmente é uma pandemia e a gente teve que entender. Foi muito estressante, graças ao apoio da família, de todo mundo, tudo ficou bem, mas bateu um enorme desespero em vários momentos. Não foi nada fácil, foi uma experiência de vida que eu não gostaria de passar para ninguém”, ressalta.

Remissão da doença

Em meados de março e abril, a leucemia entrou em remissão, algo que ocasionou uma nova fase de internamento e quimioterapias, mas de forma mais tranquila. “Aí eu já fui informado sobre a questão do transplante de medula óssea, que não é feito no Hospital Evangélico Mackenzie, a indicação foi para ser feita no Hospital das Clínicas (HC). Tive uma primeira consulta, foi feito um teste de compatibilidade com o meu irmão, que infelizmente não deu, deu 0%. Aí fizeram outro exame em mim e foram consultar o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e uma base de dados internacional. Bateu uma ansiedade, fiquei bastante nervoso, porque graças a Deus hoje a doença está controlada, mas você não tem controle do que acontece, cada dia é uma vida, você fica na corda bamba, há risco da doença retornar”, informa.

Doadores compatíveis

“Hoje, graças a Deus o tratamento com quimioterapia funcionou, o radioterapia funcionou, há um risco baixo de retorno da doença, mas ele existe, a cura da doença só vai ser dar com o transplante de medula óssea, retirando as células cancerígenas e estar tudo OK. Você fica nesta tensão de conseguir um doador, meu temor era esse, mas graças a Deus agora recebemos a notícia há cerca de um mês de que conseguimos dois doadores no Redome e um doador internacional”, afirma Capetta. “Não sou técnico nesta área, mas o critério eles definem por meio de 12 questões levantadas do paciente que é o receptor do transplante e do doador. Quanto mais perguntas foram respondidas, digamos assim, mais percentual de compatibilidade você tem. Com os três doadores, das 12 perguntas que eles fazem, foram respondidas 11 perguntas, então a compatibilidade é superior a 93% em todos os três pacientes, é uma excelente compatibilidade”, complementa.

O jornalista ressalta que este momento do anúncio de doadores foi uma vitória imensa. “Infelizmente há gente que acaba morrendo de leucemia sem conseguir um paciente com compatibilidade de 50%. Eu consegui três doadores, sou um abençoado, graças a Deus eu consegui, foi muito tenso isso, depois que você saber que há doadores dá um alívio grande, porque aí você sabe que é só cumprir as etapas pela frente que logo logo você estará bem. Lógico que é um procedimento que possui os seus riscos, mas o tanto de risco que eu já corri do início do tratamento até agora eu estou no lucro”, ressalta, destacando que é necessário sempre pensar na cura e voltar à normalidade. “Estou muito feliz, radiante, com a perspectiva de que 2022 será um ano maravilhoso, só com coisas boas que vão acontecer”, salienta.

Agradecimentos

“Agradeço à imprensa toda de Paranaguá, à Folha do Litoral News, à comunicação da Prefeitura, às rádios, jornais, TV, ao Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor Paraná) que se envolveu nesta campanha de doação de sangue, medula óssea e órgãos. Foi muito importante, centenas de doações foram realizadas em Paranaguá e Curitiba”, afirma Capetta. “É super importante. Eu fiquei internado e foram 120 bolsas que eu tomei de transfusão. Em alguns casos a transfusão é feita, no caso de plaquetas, que é uma bolsa de 400 ml, são necessárias cinco pessoas para elas coletarem a plaqueta para uma única bolsa. Lembro que cada bolsa que eu recebia eu agradecia em oração para Deus, primeiramente, pela oportunidade, e por todos os doadores. Quem doou para mim pode se sentir agradecido pessoalmente”, explica.

Osvaldo pede que as doações prossigam e ocorram todos os anos, pois há uma necessidade contínua em todos os hospitais diariamente. “No hospital eu vi a importância do sangue, que realmente salva vidas, senti na pele isso. Peço que todos sejam conscientes disso, da importância da doação de sangue, medula óssea  e órgãos. Não dói, não custa nada, façam isso por amor ao próximo”, pede o jornalista.

Ano Novo

“Vou iniciar 2022 com esperança, que é a primeira palavra que vem à mente. Esperança em fazer o transplante de medula óssea que vai coroar todo o tratamento que fiz até agora e representa a cura completa da leucemia. Desafios nós teremos, riscos nós enfrentaremos, sempre com Deus em primeiro lugar, sempre agradeço a Ele e digo que a minha vida está nas mãos Dele, que seja sempre feita a vontade Dele. Nisso eu creio, sei que Deus reserva tudo de bom para mim, para minha família, graças a Deus eu tenho a oportunidade de ser grato, na nossa vida a palavra que mais precisa ser usada é gratidão”, afirma o comunicador, explicando a importância de abordar a doação. “Todos nós estamos na mesma condição, a doença não escolhe ninguém, ela vai e ataca. Graças a Deus hoje temos a medicina avançada, com profissionais maravilhosos que me atenderam e aos quais tenho que agradecer sempre, pois são anjos. Agradeço ao jornal pela oportunidade. 2022 é o ano da cura, é nisso que eu confio, com Deus na frente”, ressalta.

Osvaldo Capetta fez questão também de agradecer ao prefeito Marcelo Roque e toda a equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) do Departamento de Transportes “que não mediram esforços para atender toda a demanda necessária”. “Todo este esforço feito por todos tem como objetivo eu voltar à minha normal, minha vida de jornalista, 100% com saúde para aproveitar a minha família, as minhas filhas, minha esposa, familiares e amigos. Isso é o que mais me motiva a continuar lutando, perseverante e não desistir, pois isso não cabe, temos que seguir em frente, lutar. Mesmo que você não esteja bem, você tem que passar para os outros que está bem para que todo mundo a sua volta confie e acredite no tratamento, que tudo vai ficar bem”, finaliza.

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