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Entrevista

Com cinco anos de atuação, Instituto Peito Aberto alcança cada vez mais mulheres

Presidente da iniciativa, Fabiana Parro, falou sobre a importância da campanha Outubro Rosa

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O Outubro Rosa é uma campanha que deu certo em todo o País. A cada ano, ganha mais força e está presente em mais locais com abordagens diferentes para atingir o mesmo objetivo: conscientizar sobre o câncer de mama. O Instituto Peito Aberto, com cinco anos de atuação em Paranaguá, tem buscado levar conhecimento para mulheres para, principalmente, desmistificar a doença. 
Nesta entrevista, a presidente do Instituto Peito Aberto, Fabiana Parro, fala sobre a importância do Outubro Rosa, as ações realizadas neste mês tão emblemático e as maiores conquistas que a iniciativa obteve. Entre elas a credibilidade alcançada no município para que as ações sejam desenvolvidas, a fim de oferecer apoio e informação para quem passa pelo tratamento de câncer de mama. Confira:

Folha do Litoral News: De que forma, na sua opinião, o Outubro Rosa contribui com a sociedade?

Fabiana: Eu não acredito que as pessoas não saibam mais do Outubro Rosa. Todo mundo sabe da importância da campanha, tudo fica rosa, a TV fala muito sobre o assunto. Eu acho que o trabalho do Instituto vem a acrescentar a tudo isso, que se transformou em algo muito grande. O nosso papel é tentar mostrar para a mulher que não está tão distante dela. Porque a gente às vezes escuta na televisão, vê no jornal, vê propaganda, mas a gente não toma aquilo como “pode ser comigo”. Além de falar da prevenção, é mostrar para as mulheres que pode ser com você ou alguém que está ao seu lado, o que está em nossas mãos e que podemos mudar hoje para nos prevenir. A campanha é para que essa mulher entenda que pode ser com ela e desmistificar um pouco essa questão do câncer. Vemos muitas pessoas associando o câncer à morte. Existem pessoas que quando recebem o diagnóstico resolvem não se tratar, porque acham que vão morrer. O câncer de mama hoje é o que mais mata, mas por isso ele é o mais estudado, tem muita chance de cura e precisa ser descoberto o mais rápido possível. Temos também que mostrar a realidade do Instituto hoje, nós tivemos pessoas que faleceram, mas quantas outras que se superaram, passaram pelo tratamento e estão bem? Temos que mostrar os dois lados, que é uma doença grave, mas que existe o outro lado.

Folha do Litoral News: Neste período as mulheres procuram mais pelos exames?

Fabiana: As mulheres hoje têm muitas atribuições, têm que dar conta de muitas coisas e a gente acaba se deixando para trás. A gente precisa começar a pensar que para a gente cuidar do outro, a gente tem que estar bem. A campanha faz as mulheres se lembrarem dos exames e a colocarem como uma meta no ano. Não precisa ser necessariamente em outubro, quando há uma correria para fazer os exames, pode ser o ano todo.

Folha do Litoral News: Quando as mulheres conhecem o trabalho do Instituto elas perdem um pouco o medo da doença?

Fabiana: Acredito que sim. Quando a paciente chega, muitas vezes já vem com aquela sentença de morte e quando ela vê que aqui não tem mulheres chorando, acabadas, que as pessoas estão aqui, mas há todo um suporte para que elas levantem e lutem, elas começam a pensar “o tipo de tumor dela é parecido com o meu”, elas conversam de igual para igual. Quando se entra no tratamento de câncer é como se entrasse em uma batalha sem conhecer seu inimigo. E quando ela chega ao Instituto ela descobre um pouco desse inimigo. Tudo que é novo causa medo e quando elas começam a entender como funciona, que vai passar, o que você vai sentir e como chegar bem, acabam encarando de outra forma. O nosso objetivo não é falar que vai ser maravilha, pelo contrário, a gente vai falar o que realmente ela vai passar. Todo mundo aqui tem suas dores, tem seus dias de tristeza, mas é possível passar por esses dias, levantar a cabeça e seguir. A gente tenta dar esse apoio para essa mulher para mostrar que ela não tem outro caminho a não ser encarar.  

Folha do Litoral News: Quais as maiores conquistas do Instituto nestes cinco anos de história?

Fabiana: São várias, mas tem a questão dos voluntários, que a cada ano temos mais e a cada um que chega a gente pode ver a transformação deles enquanto pessoas mesmo. Muitos chegam para ajudar e descobrem o quanto a gente pode fazer pelo outro e como essa transformação acontece tanto na vida da paciente como na vida do voluntário. Temos hoje 52 voluntários em diversos projetos. Muitos são ex-pacientes que entendem a importância de ser exemplo e ajudam a construir essa corrente do bem. São pessoas do bem dentro de um mundo tão deturpado por valores e questões éticas que todo mundo pensa primeiro nas suas vantagens e vemos outra coisa aqui no Instituto. Vemos pessoas que pensam nos outros sem, muitas vezes, nem saber quem é esse outro. Mas, que está disposto a transformar a vida de alguém. A gente ajuda uma paciente, mas planta uma sementinha que ajuda a família inteira. A gente não fica só no câncer de mama, essa é só a pontinha de tudo que fazemos aqui. Nos últimos anos pudemos ver que cresceu o número de pacientes, mas muitas chegam porque ouviram falar, viram uma palestra. Quando vamos solicitar ajuda dos parceiros, nunca recebemos um não, conseguimos essa credibilidade.

Folha do Litoral News: Neste ano, o Instituto Peito Aberto participará de uma remada em alusão ao Outubro Rosa, como essa ação será realizada?

Fabiana: Fomos convidados para participar desse projeto e achamos muito legal, principalmente, porque associa a prevenção ao câncer com a prática de atividade física. Isso é uma coisa que insistimos muito desde que começamos a pensar na Corrida Contra o Câncer, a prática de atividade física relacionada ao bem-estar e à prevenção de qualquer doença, em especial pensando no câncer de mama. Toda atividade como essa que se junta a nós a gente fica muito feliz. Eles vêm com essa proposta de nos ajudar, terá doação de alimentos, é um trabalho muito legal que só acrescenta. Será no dia 13 de outubro, a partir das 9h, com concentração ao lado do trapiche da Ilha do Mel. Na terça-feira, 16, também teremos um encontro na sede do Instituto, que fica junto com o Settapar, com palestras, fizemos um convite a todos os associados do sindicato para que a gente consiga reunir algumas empresas onde não conseguimos fazer a palestra. Faremos uma palestra sobre obesidade, que está relacionada ao câncer, e depois também vamos falar sobre prevenção e a nossa campanha para este ano.
 

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